BRUXELAS – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) classificou ontem, oficialmente, de inofensivas as munições fabricadas com urânio empobrecido, mas prometeu aprofundar os estudos existentes e apoiar investigações de organizações internacionais independentes e vinculadas às Nações Unidas.
“Não temos nada a esconder”, insistiu o secretário-geral da Otan, Richard Robertson, na reunião dos chanceleres dos 19 países membros da instituição, ocorrida em Bruxelas para debater a síndrome dos Bálcãs – como são designadas as dezenas de casos de leucemia em veteranos do conflito na ex-Iugoslávia, bombardeada pela aviação da aliança atlântica com munições de urânio empobrecido em 1995 (Bósnia) e em 1999 (Sérvia, Montenegro e Kosovo).
“Estamos realmente convencidos de que os riscos são mínimos, mas não vamos nos dar por satisfeitos nem ser complacentes”, acrescentou Robertson, referindo-se ao propósito da Otan de intensificar as investigações.
Por sua vez, a Comissão Européia decidiu adiar para a próxima quarta-feira uma série de providências que, sob intensa pressão de países da comunidade, adotaria para enfrentar a situação.