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PREFEITURA DO RECIFE
João Paulo deflagra o voluntariado

Prefeito se reúne hoje com o secretariado para definir as diretrizes do programa. Cerca de duas mil pessoas se inscreveram para contribuir gratuitamente com o Governo

A gestão petista do Recife começa a deflagrar, hoje, o programa do voluntariado, a mobilização de pessoas que, espontaneamente, candidataram-se para servir sem remuneração em projetos sociais do Governo municipal. O prefeito João Paulo reúne-se, às 16h, em seu gabinete, com o secretariado e assessores, para definir a operacionalização do programa. Depois da vitória do petista, cerca de duas mil pessoas se inscreveram para contribuir em ações do Governo junto à população carente, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A reunião vai definir a coordenação e as diretrizes do programa, além de estabelecer um cronograma de ação e a forma de participação dos secretários. “Temos um número grande de voluntários e precisamos montar uma estrutura para aproveitar esse potencial, definindo as metas e linhas para se começar”, destacou o prefeito. A princípio, participariam João Paulo, o vice Luciano Siqueira, Tânia Bacelar (secretária de Planejamento), Múcio Magalhães (Governo) e João Costa (Orçamento Participativo). O prefeito, porém, resolveu convidar a todos os secretários e a assessoria para a reunião.

O prefeito do Recife decidiu deflagrar, também, o Orçamento Participativo de 2001, a prometida discussão sobre a aplicação dos recursos, na forma em que o PT sempre ressalta em suas gestões. A primeira plenária acontecerá no próximo sábado, pela manhã, no Teatro do Parque. Todos os secretários e os atuais delegados, cujos mandatos se encerram no dia 31 deste mês, vão debater a nova concepção e o orçamento para este ano. “Vou aproveitar para mostrar as obras prometidas pela gestão passada e que não foram realizadas”, disse João Paulo.

O prefeito confirmou, por outro lado, a articulação com os prefeitos da Região Metropolitana do Recife (RMR) para um posicionamento diante da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Será um primeiro papo. Eu mesmo vou ligar para eles, embora esteja com o Múcio Magalhães (secretário de Governo) a missão de agendar o encontro”, disse. “Ninguém pode ser contra os aspectos moralizantes da lei, mas ela está no superávit primário previsto pelo FMI para o Brasil em 2001. E isso significa cortar pessoal e ações sociais”, ressaltou Múcio.

João Paulo revelou que orientou os secretários a deixarem vagos 20% dos cargos comissionados. O objetivo é manter uma margem que permita à gestão, no futuro, cobrir necessidades e melhorar salários de quem estiver fazendo um trabalho “mais especializado”. “O percentual vai de acordo com a realidade de cada secretaria. Há as que não podem deixar vagos 20% dos cargos”.

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Jornal do Commercio
Recife - 11.01.2001
Quinta-feira