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TURISMO SAIBA ECONOMIZAR NA HOSPEDAGEM Confira as opções mais baratas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil POR LUIZA BARROS Propaga-se aos quatro cantos que viajar é sinônimo de gastar montanhas de dinheiro. Ledo engano. Que o digam os mochileiros. Pelo menos no que diz respeito à hospedagem, as opções para quem passeia nas férias com o dinheiro curto são as mais variadas: vão dos pouco confortáveis campings aos hotéis simples e eficientes da rede francesa Accor. Sem falar nos albergues da Hostelling International, que são verdadeiras repúblicas dirigidas para os viajantes. Na Europa, esse é o único jeito de viajar sem gastar rios de dinheiro. A gente ficou em albergues a viagem quase inteira, com exceção de Roma, onde era mais em conta ficar em hotéis duas estrelas. Os albergues são a melhor opção para quem está meio sem dinheiro, afirma a estudante de Medicina Brena Melo, 23 anos, que há três mochilou com mais dez amigos por boa parte da Europa. Nas estações de trem, dá para trocar muitas informações com os outros mochileiros, que dão muitas dicas sobre lugares bons e baratos para ficar, ensina. Para hospedar-se em albergues é preciso ter a carteirinha de alberguista que, no Recife, pode ser feita no Student Travel Bureau (STB). Para isso, basta levar cópias da identidade e de um comprovante de residência e pagar taxa anual de R$ 27. Não há limite de idade. Em dois dias, você estará com o documento em mãos. Na ocasião, também vai receber um pequeno guia de albergues no Brasil. Os guias da Europa e da América tem que ser comprados. Em território nacional, as diárias dos albergues (por pessoa) variam de R$ 7,50 a R$ 20. No exterior, o custo sobe um pouquinho e fica entre US$ 7 a US$ 39, com exceção do Japão e da Inglaterra, onde não se paga menos de US$ 30. Neste valor, pode estar incluído o café da manhã. Os quartos abrigam, no máximo, oito pessoas e são divididos por sexo. Quando se viaja em grupo, há a chance de ocupar um apartamento inteiro só com gente conhecida. Foi o que aconteceu com Brena e as outras cinco meninas que viajaram com ela. Geralmente ficávamos em um quarto só para a gente, mas tivemos alguns probleminhas em Londres, conta. Como o grupo era grande e ninguém tinha feito reserva, as amigas fizeram um verdadeiro tour pelos albergues londrinos para permanecerem juntas: nos 3 dias que passaram na capital inglesa, cada noite, tiveram de dormir em um albergue diferente. Como viajamos em fevereiro, até que tivemos sorte e só foi preciso lidar com esse tipo de situação uma vez. Se tivéssemos viajado na alta estação, não sei o que seria de nós, brinca. Não é para menos. De acordo com uma pesquisa da Associação Paulista de Albergues (Apaj), 60% dos alberguistas mundiais são mulheres. Pesquisas também mostram que a rede Hostelling International tem, ao todo, cerca de US$ 3,7 milhões de sócios. Por isso, mesmo que não seja mulher, não tenha programado a viagem em grupo e nem vá viajar numa época tumultuada, aconselha-se ao alberguista fazer suas reservas com antecedência. Principalmente em destinos concorridos, como Barcelona, Lisboa, Paris e Florença, na Europa; e Nova Iorque, Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos. No Brasil, todas as capitais também são bastante procuradas durante as férias escolares. Por aqui, as reservas devem ser feitas no mês que antecede a viagem. Já no exterior, a solicitação precisa de um mínimo de sete dias e um máximo de seis meses de antecedência. Com um detalhe: é necessário pagar uma taxa de comunicação no valor de US$ 10 (US$ 5 de reserva e US$ 5 de cancelamento) por albergue. Outro lembrete importante, se suas finanças realmente estiverem curtas, é bom levar na mochila lençóis, toalhas e, para evitar qualquer transtorno adicional, um cadeado. Afinal, roupa de cama e de banho só são disponibilizadas mediante pagamento de aluguel. Mas não é sempre, em alguns estabelecimentos não se oferece, sequer, esse tipo de regalia. Serviço STB: 3465.4522 |
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