Os caixas eletrônicos vão funcionar das 6h às 22h. Já as agências bancárias de todo o País vão abrir das 9h às 15h nas capitais e nas grandes cidades. No interior, o horário será das 9h às 14h
BRASÍLIA – Os bancos e Caixas 24 horas mudam seu horário de funcionamento a partir de hoje para tentar diminuir o consumo de energia. Os Bancos 24 horas passam a funcionar somente das 6h às 22h, inclusive nas regiões onde não há racionamento. Só ficam fora do racionamento, os Bancos 24 horas de hospitais, aeroportos, rodoviárias e ferroviárias, que continuarão funcionando em período integral. Já as agências bancárias passam a atender o público das 9h às 15h nas capitais e grandes cidades. Nas cidades do interior, o atendimento será das 9h até 14h. Até a semana passada, o horário era das 10h às 16h.
A mudança de horário foi proposta pela Federação dos Bancos (Febraban) como forma de economizar energia e aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida deve durar até o final do racionamento. Segundo a Febraban, esse novo horário, junto com outras medidas, deve gerar uma economia de 24,74%.
POSTOS DE GASOLINA – O fim do atendimento 24 horas também está sendo discutido pelos representantes dos postos de combustíveis. Os donos dos postos querem fechar os estabelecimentos das 22h às 6h, acabando com o atendimento durante a madrugada. Mas a proposta ainda não foi aprovada pela Câmara de Gestão da Crise de Energia.
Outro setor que mudou seus horários foi o de shopping centers. Como medida preventiva para alcançar a redução de 20% no consumo de energia, os shoppings reduziram seu funcionamento em uma ou duas horas, de acordo os lojistas de cada região.
MERCADO ATACADISTA – A Bovespa recebeu da administração do Mercado Atacadista de Energia (MAE) a incumbência de colocar em funcionamento, em pouco mais de duas semanas, um sistema eletrônico para a realização dos leilões de energia excedente às cotas de grandes consumidores industriais e comerciais, conforme previsto pelo Governo.
Trata-se de um mercado de cerca de 30 mil potenciais participantes, mas ninguém se arrisca a fazer previsões sobre a taxa de adesão. “Estamos nos preparando para fazer leilões diários, mas a gente não sabe se eles vão ocorrer. Se a procura for muito grande, poderemos fazer leilões duas, três vezes ao dia”, disse a repórteres Gilberto Mifano, superintendente-geral da Bovespa.
Ele explicou que a Bovespa está tentando reproduzir a atual estrutura da bolsa no mercado de energia, “com o mesmo grau de transparência e confiança”. Ainda não está definido, mas as instituições que atuam no mercado financeiro, como bancos e corretoras, podem vir a participar dos leilões, como representantes dos grandes consumidores.
O primeiro leilão está marcado para o dia 25 de junho. Podem tomar parte consumidores industriais e residenciais ligados em alta tensão (acima de 2,3 mil kV) e com potência instalada superior a 2,5 megawatt (MW), de acordo com a resolução 13 da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica.