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NO MUNDO DO TÊNIS II
Alex Corretja defende o brasileiro

O espanhol Alex Corretja discordou de declarações dadas no início da semana pelo russo Yevgeny Kafelnikov. Após perder para Gustavo Kuerten nas quartas-de-final de Roland Garros, na terça-feira, Kafelnikov disse que o brasileiro ainda não poderia ser colocado no nível dos grandes jogadores da história, que “ainda precisava provar ao mundo que pode ganhar fora do saibro”.

Corretja rebateu a declaração após perder em quatro sets para Guga na final de Roland Garros. “Ele ganhou a Copa do Mundo em Lisboa na quadra rápida e é o número um do mundo. Já mostrou muito... qual o problema de ter vencido os três Grand Slans no saibro?”, questionou.

“No saibro, já mostrou que é o melhor. E já mostrou na rápida que pode jogar bem em todos os lugares. Não precisa mostrar mais nada, não tem mais nada para provar”, completou Corretja.

O espanhol, um dos jogadores mais simpáticos do circuito, admitiu a superioridade de Guga na decisão de ontem. “Quando eu perdi o terceiro set, saí do jogo. E quando ele está batendo na bola daquele jeito, fica muito difícil ganhar.”

Alex Corretja volta ao grupo dos dez melhores jogadores do mundo, mas segue sem vencer um Grand Slam. Em Roland Garros, antes da final de ontem, já havia sido vice-campeão em 98, perdendo para o seu compatriota Carlos Moyá.

FESTA BRASILEIRA – Enquanto Corretja dava entrevista, Guga saiu apressado da sala de imprensa. Fora do complexo, horas depois, a bateria tradicionalmente brasileira começou a tocar samba em alto e bom som.

O público, que saía da Quadra Central e deixava Roland Garros, passava olhando com curiosidade para os músicos. Alguns franceses até ensaiavam alguns passos, enquanto os brasileiros, mais acostumados com o ritmo, já caíam no samba,

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Jornal do Commercio
Recife - 11.06.2001
Segunda-feira