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Lance Livre
Fernando Menezes

Acordem, o jogo acabou!

O clássico não honrou o nome. Nada além de um jogo morno, com um Náutico cuidadoso demais, até mesmo quando teve folga, no placar e no domínio do meio-de-campo. Pelo menos por uns vinte minutos o Sport perdeu quase todas as segundas bolas, mesmo assim o Náutico foi lento, ficou muito atrás, perdeu a oportunidade de fazer pelo menos mais um gol. É verdade que nos primeiros dez minutos perdeu duas chances claras. O Sport seguiu como sempre: toca, toca e toca, mas não encontra uma forma de entrar na área para concluir. Pelo menos poderia arriscar de meia distância, mas não faz assim. Aliás, quando tentou, da entrada da área, marcou seu gol. E foi só, uma única jogada trabalhada, que terminou de forma positiva.

O Náutico preferiu ser cauteloso. O empate servia e ainda sobrava, então, não arriscou quase nada. Se o gol chegasse, tudo bem, se não chegasse menos mal, a gordura para queimar é farta, nada menos de oito pontos. Mesmo assim Adílson quase confirma sua fase de chutador. Cobrou duas faltas com grande perigo, uma delas fez uma curva parecida como aquela que derrotou o Sport, na Ilha.

O time rubro-negro, para mim, está mal escalado. Será que não é evidente que falta um homem de velocidade, e o único existente é Ricardinho? Ele não está bem? Sim, pode ser que não, mas quem está? Agora, juntar Valdo com Eduardo Marques é de amargar, é agredir os fatos. Que tal experimentar aquela tartaruga do anúncio da Brahma? Ela sabe tudo de bola, e dribla que é uma maravilha!

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Jornal do Commercio
Recife - 11.06.2001
Segunda-feira