LG_jc.gif (3670 bytes)

RUMO A 2002
PT e PPS trabalham duas candidaturas das oposições

Petistas não admitem deixar de encabeçar uma chapa de oposição ao Governo do Estado, no próximo ano, e esperam boa convivência com o PPS, que também articula candidatura própria

Da mesma forma que aconteceu nas eleições municipais do ano passado, os partidos de esquerda caminham para ter mais de um palanque em Pernambuco, na eleição estadual do ano que vem. Tanto o PT como o PPS admitem a hipótese, e o principal motivo se deve ao fato das duas legendas já terem deflagrado a campanha presidencial, cada uma com um candidato próprio. O PPS, inclusive, anunciou, na semana passada, que não abrirá mão de uma candidatura própria e que o nome que irá disputar a sucessão do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) deverá ser anunciado até setembro.

O PT, por sua vez, garante que não abrirá mão de encabeçar uma chapa, e trabalha o nome do secretário municipal de Saúde, Humberto Costa, para assumir a missão. “O PT não depende do PPS para lançar um candidato. O ideal seria um palanque único. Mas do jeito que vai, teremos mais de um candidato”, comentou o prefeito do Recife, João Paulo (PT), acrescentando, no entanto, que as legendas de esquerda não farão ataques mútuos. “A polarização se dará com o Governo Jarbas. E ele sabe disso. Nunca a oposição esteve tão próxima, mesmo tendo candidatos diferentes”, concluiu o petista, que participou no sábado, ao lado do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PPS), do Trem do Forró.

Segundo Elias Gomes, a candidatura do PPS está consolidada e não existe a possibilidade do partido voltar atrás para apoiar um nome de outra legenda. “É uma necessidade do PPS, que precisa ter um palanque no Estado para receber Ciro Gomes (candidato a presidente). Já temos palanque eletrônico, que é o guia eleitoral, e portanto estamos com todas as condições para disputar o Governo”, ressaltou. O prefeito se refere à coligação com o PDT e o PTB, o que garante um tempo razoável no rádio e na televisão.

No entanto, há informações de que o PTB não estaria totalmente fechado com o PPS. Isto porque, nos bastidores, se comenta que o senador Carlos Wilson (PPS) estaria com os pés fora do partido e ingressaria no PTB, legenda, inclusive, comandada pelo irmão do senador, o deputado André Campos. “Eu acredito que se Carlos Wilson sair do partido não faz sentido continuar numa aliança com o PPS”, salientou um petista, prevendo que o caminho natural do PTB é apoiar o palanque do PT.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 11.06.2001
Segunda-feira