RIO - Agentes da Polícia Federal prenderam quatro homens, entre eles um gerente do INSS, acusados de pertencer a uma quadrilha de fraudadores da Previdência responsável por um rombo anual de R$ 60 milhões só no Rio. De acordo com o delegado Roberto Maia, da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Previdenciários, o Rio tem 20 mil benefícios fraudados pelo bando.
O responsável seria o gerente do posto da Barra da Tijuca, Luiz Cláudio Giorno Gomes, ex-chefe do posto de Copacabana. Seu intermediário, que aliciava pessoas, seria o despachante Antônio Vaz Gomes, o Antônio Português, que já vinha sendo procurado.
O primeiro a ser preso foi Paulo Alves de Araújo. Ele tentava sacar, numa agência do Bamerindus na Barra, seus supostos benefícios. Os agentes, que integram a força-tarefa de combate às fraudes, com representantes do Ministério Público Federal e do INSS, investigaram a aposentadoria de Paulo e descobriram que ele pagou R$ 6 mil à quadrilha para obter o benefício mensal de R$ 691, quando teria direito a apenas dois salários-mínimos.
Paulo levou os policiais a Antônio Vicente Camilo, seu gerente num restaurante.
Vicente o apresentara a Antônio Português. O próprio Vicente pagou R$ 6 mil para ter um benefício de R$ 715, quando teria direito também a dois salários-mínimos. Vicente entregou Português e este, Luiz Cláudio. Os quatro foram enquadrados por peculato (de dois a 12 anos de pena) e formação de quadrilha (de um a três anos).