POR ROSÁRIO DE POMPÉIA
Mesmo depois de 20 anos da morte do pai do reggae, a exaltação desse estilo musical continua viva nos bares do Recife. Graças a algumas bandas como a Bantus Reggae, Saulo Douglas e Marcelo Santana e Comando Rasta.
A dificuldade encontrada por esses grupos não é falta de público na cidade, e sim a escassez do apoio de alguns produtores de shows e festivais da capital pernambucana.
“Saí do Brasil porque aqui não conseguir um bom mercado como existe na Europa. Lá, o reggae é bastante divulgado”, retrata Saulo Douglas, compositor que ganhou notoriedade no mercado fonográfico com a canção Vento norte, atualmente mora na Gran Canaria, Espanha. “Além disso, a mídia não ajuda, principalmente as rádios, com exceção de Edson Gomes”, complementa Marcelo Santana, um dos primeiros reggaeiros da cidade.
O repertório desses grupos não são apenas covers de Bob Marley. A maioria das bandas possuem as próprias composições. Saulo Douglas, por exemplo, no CD Falada Latina, faz uma mescla de reggae com ritmos pernambucanos e latinos. Marcelo Santana lançou, ontem, no Pátio do Terço, o disco Pureza de Menino e e a Bantus Reggae, o disco Ao Vivo.
Uma das oportunidades que os adeptos desse ritmo possuem para conhecer os trabalhos locais, é a festa que Marcelo Santana faz toda primeira quarta-feira do mês, no bar Zezin (Casa Amarela). Durante o evento, a banda sempre traz um convidado. A cantora africana Alpha Pethuly é uma delas. “Pretendo organizar um evento de reggae, uma vez por mês, no Pátio do Terço. O local é um grande símbolo da cultura negra no Recife”, adianta Marcelo.