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PATRIMÔNIO
Casa da Cultura será revitalizada

Até o fim deste ano, serão instalados três elevadores panorâmicos com portas transparentes, que deverão estimular o comércio nos pavimentos superiores do prédio

A Casa da Cultura de Pernambuco vai ganhar uma nova roupagem, até o fim deste ano, que ultrapassa a simples mudança de cor e a colocação de painéis nas paredes externas. Uma das principais novidades é a instalação de três elevadores panorâmicos substituindo as máquinas existentes no prédio. Como os elevadores são internos, a paisagem que os visitantes irão desfrutar é a própria circulação interna da casa.

“Com isso, pretendemos estimular o comércio nos pavimentos superiores”, afirma o diretor de Patrimônio Histórico da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Mílton Botler. Apenas a porta será feita com material transparente. Ele observa que os três elevadores do prédio, hoje, são subutilizados porque ficam em locais de pouca visibilidade para o público.

De acordo com Mílton Botler, que é arquiteto, o elevador panorâmico mantém a continuidade do percurso, pois o visitante perceberá a movimentação da casa de dentro da máquina. O equipamento não estava previsto no projeto inicial de revitalização, elaborado pela Fundarpe. “Fizemos uma ampliação.” O projeto de recuperação da rede elétrica também foi alterado, para atender a nova demanda de serviços.

A instalação ficará embutida, passando pela parede externa, o que permite o funcionamento da casa durante a obra. “O projeto do gradil também foi refeito. A partir de um detalhe da grade existente na entrada principal do prédio, criamos um outro gradil”, declara Mílton Botler. Com os adicionais, o custo da obra passou de R$ 800 mil para R$ 1,3 milhão.

“Deixaremos o espaço pronto para receber novos usos, resgatando a proposta de casa de cultura. Hoje ele é um shopping de artigos repetitivos”, sublinha. A observação de Mílton Botler faz sentido. Das 49 celas funcionando ontem, no térreo, 18 vendem bordados e 15, artigos sortidos do mesmo tipo (decoração, bolsas, carrancas, redes e outros). O diretor executivo da Casa, Antônio Calixto, reconhece que a pouca variedade afasta os visitantes.

“Tanto no térreo quanto nos pavimentos superiores, a maioria das celas vendem os mesmos produtos, por isso muita gente nem sobe. E os artigos são os mesmos encontrados no Mercado de São José, em Olinda, Salvador ou Fortaleza. Aqueles com artesanato exclusivos são os mais procurados”, constata Calixto. Ele disse que a questão está sendo avaliada.

A Fundarpe está estudando a possibilidade de levar o Museu da Imagem e do Som (Mispe) para lá e de abrir um Cyber Café no térreo, com acesso à Internet.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.05.2001
Sábado