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REMÉDIO CONTRA AIDS III
Oxfam inicia campanha em favor do programa brasileiro

A defesa do Brasil, diante da queixa prestada pelos Estados Unidos junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), tem o apoio de entidades internacionais, como a Oxfam, organização não-governamental inglesa que desenvolve projetos sociais em todo o mundo. O representante da ONG, Michael Bailey, anunciou ontem, no Recife, que a campanha mundial em defesa da redução do preço de medicamentos, comandada pela organização, dará ênfase ao caso brasileiro.

Um estudo sobre a política de medicamentos no Brasil e a guerra travada com as indústrias farmacêuticas internacionais está sendo divulgado por Bailey em vários países. No texto, ele mostra que se o Brasil não tivesse produzindo cópias dos medicamentos para Aids, distribuídos gratuitamente a 100 mil doentes, estaria gastando quase US$ 1 bilhão por ano com o programa. No mesmo trabalho, ele aponta que a política adotada pelo governo brasileiro, com produção de medicamentos em laboratórios nacionais, faz com que o tratamento de um doente de Aids custe três vezes menos que nos Estados Unidos.

“O fato de os Estados Unidos prestarem queixa na OMC vai além das fronteiras do Brasil, é um recado aos países do Terceiro Mundo”, diz Bailey. A Oxfam está defedendo a política brasileira porque acredita que se os EUA ganharem o processo, a saúde pública será prejudicada. Não terá condições de adquirir todos os remédios necessários ao controle da Aids no País.

A campanha mundial, promovida pela Oxfam, pela redução do preço dos medicamentos, teve como alvo inicial a defesa da África do Sul, pressionada por laboratórios estrangeiros.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.05.2001
Sábado