O trabalho de apuração dos assassinatos será feito pelo efetivo da Delegacia de Homicídios e mais 30 agentes e dez delegados que estão concluindo o curso na Academia de Polícia Civil
Paralelo ao programa de combate aos homicídios, a Polícia Civil também inicia este mês um mutirão visando agilizar os dois mil inquéritos instaurados para apurar assassinatos que encontram-se parados há quase 20 anos no Departamento de Proteção à Vida (Deprovida). Para esse trabalho, será usado o efetivo da Delegacia de Homicídios e mais 30 agentes e dez delegados que estão concluindo o curso na Academia de Polícia Civil.
“Na Delegacia de Homicídios, existe um verdadeiro cemitério vivo. São tantos inquéritos parados, que só mesmo um mutirão para conseguir enviá-los à Justiça. No nosso entender, é preciso agilizar esses casos para que a sociedade sinta que algo está sendo feito. É preciso acabar com o clima de impunidade”, argumentou o diretor de polícia judiciária, Antônio Cavendish.
Os inquéritos de crimes cometidos entre 1998 e abril de 2001 serão agilizados pelo efetivo da Delegacia de Homicídios, que conta com dez delegados. Os inquéritos referentes aos anos anteriores serão analisados pelos novos policiais. “Esse agentes e delegados ainda estão sendo formados na academia, mas pretendemos começar a usá-los de imediato no trabalho”, explicou Antônio Cavendish.
Como o maior problema para concluir os inquéritos policiais é a carência de escrivães – existem quase 500 vagas a serem preenchidas no quadro de pessoal da Polícia Civil –, alguns dos agentes vão trabalhar na função cartorial. “No curso de formação de agente de polícia são repassadas técnicas cartoriais aos alunos, permitindo que eles exerçam a função”, disse o diretor.
MEGACARTÓRIO – Embora sem data prevista, o comando da instituição pretende montar um megacartório dentro do ginásio da Academia de Polícia Civil, na Rua Tabira, Boa Vista. Para lá seriam levados todos os inquéritos instaurados até 1998 que encontram-se parados na Delegacia de Homicídios. “Nós vamos usar o restante dos computadores comprados pela Secretaria de Defesa Social e contar com a dedicação dos policiais que estão se formando agora. Podemos remeter os inquéritos à Justiça sem identificar os autores, mas todos os casos serão investigados com rigor ”, garantiu.