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VIOLÊNCIA III
Delegados e agentes elogiam medida
Diferente da repercussão em torno da portaria que proíbe a apresentação à imprensa de pessoas acusadas de crimes, o novo plano de ação da chefia da Polícia Civil para combater os homicídios agradou a todos os segmentos da instituição. Até mesmo os líderes do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e da Associação de Delegados do Estado (Adeppe) fizeram rasgados elogios à decisão de descentralizar as investigações de crimes contra a vida, voltando a dar autonomia, nesses casos, às delegacias distritais e metropolitanas.
“Por melhor estrutura que a Delegacia de Homicídios tivesse, era de se esperar que não conseguisse dar vencimento ao número de assassinatos que estão ocorrendo na Região Metropolitana do Recife. A divisão da responsabilidade com as outras delegacias, como era antes, facilita as investigações”, afirmou o presidente do Sinpol, Henrique Leite. Para se ter uma idéia da sobrecarga da Homicídios, cada delegado tinha uma média de 100 inquéritos para fazer por mês. “É o policial do distrito quem conhece a comunidade e, por isso, tem mais condições de desvendar crimes. Isso é fato”, disse o presidente da Adeppe, Roberto Bruto.
Até alguns delegados titulares de unidades sobrecarregadas de investigações, como a Delegacia de Prazeres, concordam com a mudança. “Nós sempre tivemos muito trabalho e vamos continuar tendo. É uma medida acertada, porque com ela vem um reforço de efetivo”, afirmou o delegado de Prazeres, Albéres Félix.
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Jornal do Commercio
Recife - 12.05.2001 Sábado
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