O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) já enviou um ofício à Secretaria de Justiça solicitando novos defensores públicos para a comarca de Belém de São Francisco. Caso o pedido seja atendido, ficará mais fácil viabilizar o projeto de agilização dos processos dos presos do Sertão de Pernambuco, uma da maiores reivindicações dos integrantes da família Araquan.
Segundo o secretário do setor Judiciário do TJPE, Daniel Rocha, mesmo se a proposta do tribunal for posta em prática, é praticamente impossível que o trabalho de revisão dos processos atenda, prioritariamente, os presos ligados aos Araquan. “A revisão de um processo criminal requer tempo e deve atender a certos procedimentos que não podem ser alterados ”, explicou. “Reconhecemos a carência de profissionais, mas já conseguimos, dentro de nossas condições financeiras, colocar uma juíza na comarca para fazer um levantamento dos processos”, acrescentou. Os que estão em fase de conclusão devem ser julgados até julho.
Daniel Rocha afirmou que, mesmo dispondo de reforço na defensoria pública, é necessário também que a Secretaria de Justiça disponibilize transporte e alimentação dos presos que são encaminhados às audiências. “Não existe mutirão em 30 dias. Quem falou isso não tem a mínima noção de como corre um processo criminal”.Para o secretário, caso os Araquan exijam um novo mutirão para acelerar os processos dos integrantes da família, as condições oferecidas pelo Judiciário não serão muitas. “Já está sendo feito o possível, de nossa parte, em relação ao problema”, enfatizou.
DEPOIMENTO – Os 16 policiais militares detidos por suspeita de facilitar a fuga dos presos da cadeia pública de Salgueiro já estão sendo ouvidos pela PM. Eles devem ser soltos em 72 horas. A PM preferiu não divulgar nenhuma informação sobre os depoimentos à imprensa para não atrapalhar as investigações.