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TOCANTINS II
Expedição preenche lacuna de estudos da fauna e flora da área

Até a montagem da expedição, a região do Jalapão era uma grande lacuna na amostragem de flora e fauna. Das 168 áreas em que se divide o Cerrado, as que compõem o Jalapão estavam sem registro de identificação de espécies.

A jalapa do Brasil que dá nome à região, conhecida como batata-de-purga (Pomonea sp), foi identificada nas coletas, mas não em volume que justificasse a denominação do local. Segundo os pesquisadores, o equilíbrio de espécies é uma das características botânicas da região.

Nos dois primeiros dias de trabalho, os botânicos coletaram cerca de 200 espécies. Dessas, cerca de 10% ou apresentavam alguma diferença estrutural em relação aos modelos conhecidos ou eram desconhecidas dos pesquisadores. “Isso não quer dizer que sejam espécies novas. Precisamos ter certeza de que essas plantas não foram anteriormente descritas para podermos afirmar isso”, adverte Rosana Farias, do Ibama e professora do Departamento de Botânica da Universidade de Brasília (UnB).

A paisagem singular do Jalapão encantou os biólogos. São poucos os ecossistemas que apresentam tantas espécies em espaço tão pequeno. Praticamente todas as paisagens do Cerrado estão presentes na região. Essa característica associada ao estado de conservação da região fazem do Jalapão um reduto de flora e um refúgio para a fauna.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.05.2001
Sábado