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FÓRMULA-1
Atrás da McLaren, Ferrari vive dia tenso
ZELTWEG, Áustria – Junte as quebras da Ferrari nas últimas três corridas, o perfeccionismo de Michael Schumacher, as especulações em cima de Rubens Barrichello e a instabilidade política na cúpula da escuderia de F-1. O resultado é que, apesar de liderar os Mundiais de Pilotos e de Construtores, o time disputa o treino oficial para o GP da Áustria à beira de um ataque de nervos.
O primeiro a explodir foi o alemão, ontem. Após ter ficado em quinto lugar na sessão livre, ele deixou o carro irritado e se trancou no caminhão da equipe com Barrichello e os engenheiros em uma reunião que durou quatro horas . Barrichello, que foi o terceiro, atrás da dupla da McLaren, falou, mas convenceu pouca gente no paddock: “Estamos tendo trabalho, mas não há nada de errado”.A sessão que vai definir o grid para a sexta etapa do Mundial acontece hoje, a partir das 8h (de Brasília). Na pista, Schumacher e Barrichello tentarão algo que sabem ser complicado: superar David Coulthard e Mika Hakkinen.
A derrota para a dupla rival já é até esperada. Uma diferença muito grande nos tempos, porém, pode detonar uma crise em um momento delicado para a escuderia. A corrida austríaca pode ser a última com Luca di Montezemolo no comando da Ferrari.Presidente da escuderia desde 1991, ele deve assumir o Ministério de Esportes da Itália nos próximos dias.
Os seis primeiros ontem: David Coulthard e Mika Hakkinen (McLaren), Rubens Barrichello (Ferrari), Ralf Schumacher (Williams), Michael Schumacher (Ferrari) e Nick Heidfeld (Sauber).
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Jornal do Commercio
Recife - 12.05.2001 Sábado
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