Arquitetos dão suas dicas para quem vive em lofts e apartamentos cada vez menores, uma tendência crescente no setor de construção
por LUIZA BARROS
Baixou a ‘síndrome de Gulliver’ – célebre personagem de Jonathan Swift que, em uma de suas viagens, chega à Lilipute, terra onde tudo é infinitamente menor que o personagem – nos arquitetos e construtores. Explica-se: as residências estão cada vez menores. E, se não forem bem ambientadas, fazem o proprietário sentir-se um verdadeiro gigante. No entanto, com soluções criativas, uma área bastante reduzida se tranforma em um cantinho especial, rico em praticidade e aconchego. Precisa-se, claro, saber fazer aproveitamento do espaço e explorá-lo ao máximo. E jamais, jamais mesmo, pecar por excesso.
“Em ambientes pequenos, definitivamente, menos é mais. Afinal, a principal diferença entre um espaço pequeno e um grande é a quantidade de troços, seja de utensílios ou de eletrodomésticos. Dá para abrir mão da mesa de jantar, por exemplo, e tranformá-la numa bancada. Precisa-se fazer um exercício para delimitar o que é realmente fundamental em uma casa”, explica a arquiteta Silvana Gondim. Exemplos como o da mesa de jantar são bastante comuns nas adaptações, que servem de regra nas ‘casas encolhidas’. O mobiliário coringa é outra arma poderosíssina. Afinal, um móvel de canto, por exemplo, amplia os pés e se tranforma em (pasmem!) mesa de jantar. Já um puff, pode ir para o meio da sala e ganhar ares de mesa de centro. Fica divertido e, naturalmente, muito prático.
“Em flats ou lofts, que geralmente não tem divisórias, o limite é mais visual do que físico. O tipo de ambientação, como escolha de cores e disposição dos objetos, é que vai separar o quarto da sala de estar”, ensina Danilo Portela. Para ajudar na separação dos espaços, vale tudo. “Cortinas, armários e persianas são ótimos”, acrescenta o arquiteto.
Veja abaixo, duas soluções viáveis para pequenos espaços. O resultado, assim como nas histórias infantis, é realmente feliz. Confira.