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INTERNET As regras da nova Nova Economia por MONA LISA DOURADO SÃO PAULO Nem a falência das empresas pontocom com a quebra da Nasdaq foi capaz de diminuir o impacto da Internet sobre o mundo dos negócios. Superada a fase emocional marcada pelo entusiasmo dos investidores e pela experimentação, o comércio eletrônico renasce mais consistente, caminhando para uma segunda etapa caracterizada por transformações ainda mais profundas. Essa é a análise que executivos nacionais e estrangeiros, reunidos no e-Business Fórum, fazem do atual cenário da segunda revolução da Internet, que está sendo chamada de Nova Nova Economia. O evento, ocorrido na semana passada em São Paulo, é promovido pela alemã SAP, especializada no fornecimento de soluções colaborativas para negócios eletrônicos. Para o vice-presidente do Boston Consulting Group, Philip Evans, o maior terremoto da Internet ainda está por vir, embora poucos percebam esse movimento. Como a crise parece estar vencida, fica mais difícil convencer as pessoas a agir e quebrar os limites da cultura corporativa. E esse é um grande erro, diz. Segundo ele, a Internet não está sendo explorada adequadamente nas empresas. PESQUISA De fato, uma pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers com as 500 maiores companhias que atuam no Brasil indica que, embora haja uma preocupação em 90% delas em estar presente pelo menos de maneira institucional na Web, poucas têm conhecimento de como isso pode afetar os processos de negócios, as parcerias, os clientes e a própria indústria. A prova é que menos de 40% dos funcionários dessas empresas têm acesso à Internet, apenas 20% delas utilizam a Web como ferramenta de treinamento, menos de 10% do volume de compras e de vendas trafegam pela Rede e ainda que 70% das corporações possuam algum tipo de centro de relacionamento com o cliente, a maior parte concentra a atividade no atendimento telefônico. De acordo com o gerente de Novas Tecnologias da IBM Brasil, Fábio Gandour, muito pode ser construído graças ao aprendizado com os fracassos da primeira fase da nova economia. Para ele, sobrevivem na Rede aqueles que forem capazes de se adaptar a um novo ambiente, sabendo das regras do negócio, contando com uma boa liderança e, principalmente, com competentes parceiros tecnológicos. As empresas virtuais superestimaram o mercado e a potencialidade dos negócios. A bolha explodiu porque os investidores perceberam que não teriam o retorno desejado. Nessa segunda fase, só se estabelece quem tiver capital intelectual para saber como vender o produto, o que significa longa tradição no negócio. Números de pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados no Fórum indicam que o e-business movimentou no Brasil entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões, o que representa apenas 0,43% do mercado business-to-business e cerca de 0,16% das vendas ao consumidor. Segundo o vice-presidente da SAP para a América Latina, Raúl Véjar, índices como esses devem aumentar exponencialmente, pois, para se manter competitivas, as empresas não têm outra opção a não ser estar presente no ciberespaço com uma política de colaboração, integração e autonomia entre funcionários, fornecedores, parceiros e clientes. Apostando no crescimento da nova nova economia, a SAP Brasil anunciou investimento no País de US$ 9,4 milhões este ano. De acordo com o presidente da empresa no Brasil, José Ruy Antunes, US$ 3,2 milhões serão aplicados em pesquisa e desenvolvimento, ou seja, na adequação das soluções da plataforma MySAP.com às exigências do mercado brasileiro. O País abriga a sexta maior subsidiária da SAP, responsável por 2,6% do faturamento mundial, com 380 clientes, entre bancos, companhias telefônicas e, no Nordeste, a rede Bompreço. A repórter viajou a convite da SAP do Brasil |
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