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CELULAR III
Troca-troca é típico dos
ávidos por tecnologia
Criado no começo da década de 80, o celular chegou ao Brasil no começo dos anos 90 com a concessão de linhas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Após a dificuldade para se conseguir uma linha, foi lançado em 1998 o serviço pré-pago, fator que possibilitou o acesso de grande parte da população ao celular. Os novos modelos chegam simultaneamente com os Estados Unidos e o restante da América Latina. O País já superou a marca dos 18 milhões de aparelhos e a Anatel prevê que o número chegue a 58 milhões em 2005, dos quais boa parte deverão estar usando as bandas C, D e E, que vão fornecer a terceira geração de celulares a partir do próximo ano.
Segundo a gerente de Marketing da Motorola, Loredana Mariotto, o perfil de consumidores no Brasil é definido pelos mesmos parâmetros do resto do mundo. São em quatro categorias: os ávidos por tecnologia; os que buscam status e design; os que medem o custo-benifício do aparelho; e os executivos, que querem um telefone para gerenciar melhor o tempo e os compromissos. “O status seeker é um tipo de público que sempre vai existir e comprar o que for mais atual em design e aparência. Em segundo lugar, vêm os do custo-benefício, que querem um celular bom e barato”, diz.
A segmentação também é apontada pela gerente de Novos Produtos e Pesquisa de Mercado da Nokia, Kátia Martins. Enquanto na classe A quase todos os membros da família estão com aparelhos, na classe C o pré-pago é a principal vedete. “É comum o pai ou a mãe possuírem os modelos mais novos e repassar os antigos para os filhos”, diz. Outra tendência que vêm despontando é a personalização, no qual as chamadas faceplates (frentes coloridas de celular) ganham destaque. É um dos poucos opcionais que chamam a atenção do grande público. “O mercado de acessórios ainda precisa amadurecer no Brasil”, afirma.(M.P.)
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Jornal do Commercio
Recife - 09.05.2001 Quarta-feira
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