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CELULAR IV
O bom e velho celular. Literalmente
Se para cada regra há sua exceção, o professor Severino Vicente exemplifica o ditado, nadando contra a corrente dos aficionados por celular. O primeiro e único celular da vida dele é um Motorola Ultratac 770a. Ainda com o mesmo celular há três anos, o professor não faz a menor questão de trocá-lo por um modelo mais novo.
Os únicos problemas que enfrenta provém de fatores externos. “Estou satisfeito com o desempenho dele, só não estou com o da operadora”, dispara. A bateria está com defeito, mas Vicente ainda está decidindo se é melhor comprar um novo aparelho ou somente uma bateria nova. “O ideal seria um celular menor e mais prático, mas o preço é proibitivo. Acho um abuso gastar R$ 800 nos celulares novos. Para mim, não vale a pena desembolsar mais de R$ 300”, protesta.
De fato, o professor é um verdadeiro resistente à atual ‘celularmania’. Afirma não ser muito apegado ao telefone móvel, dando preferência à boa e velha linha fixa. “Dependo dele apenas para que as pessoas tenham contato comigo onde eu estiver. Mas por mim, nem o usava. A minha conta é mínima. Mesmo sendo um pós-pago, gastei só R$ 27 no último mês”, exemplifica.(M.P.)
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Jornal do Commercio
Recife - 09.05.2001 Quarta-feira
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