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CESAR Após 5 anos, rumo ao exterior Centro de Estudos Avançados do Recife faz aniversário com planos de montar escritórios no Brasil e Estados Unidos. Unidade de São Paulo já está em funcionamento por BRUNA CABRAL O céu é o limite. Às vésperas de seu quinto aniversário, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) já traçou algumas metas de crescimento nada modestas para os próximos dois anos. A principal delas é conquistar os mercados nacional e internacional. O plano de expansão será iniciado nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro e prevê o desembarque nos Estados Unidos, em 2002. Em cada um desses territórios, o centro pretende fincar sua bandeira, ou melhor, montar um escritório administrativo, para divulgar seus produtos e conquistar novos clientes. Não abriremos mão, no entanto, de nossa marca original. Nem mesmo nos EUA deixaremos de nos chamar Cesar, afirma o gerente de Cooperação da entidade, Fred Arruda. Segundo o executivo, já existe um escritório desse tipo em funcionamento na cidade de São Paulo, desde janeiro. As unidades administrativas de Brasília e do Rio de Janeiro deverão ficar prontas no primeiro e segundo semestre desse ano, respectivamente. Mas dominar o mundo não é a única coisa que os diretores do Cesar têm em mente para o futuro. Outra meta é encerrar este ano contabilizando um faturamento de R$ 12 milhões, o que representará um aumento de 100% em relação ao desempenho da empresa em 2000. Já fechamos negócios suficientes para garantir pelo menos 40% desse total, afirma o gerente do Cesar. Os bons ventos andam soprando tão forte na empresa, que os diretores já anunciam spin-offs para logo, ou seja, novos processos de desincubação de empresas estão por vir. Até o fim do ano, a Newstorm, a Neurotech e a unidade de E-Commerce WhereBuy deverão ser lançadas no mercado, como corporações autônomas. A Qualiti também deverá conquistar a independência em breve. Isso significa que serão abertas novas vagas para incubadas tão logo esses negócios comecem a andar com as próprias pernas. Também pretendemos abrir espaço para mais três ou quatro incubadas a partir do segundo semestre, quando ocuparemos um espaço provisório no Porto Digital, afirma Arruda. Mas, como em time vitorioso não se mexe, o executivo garante que a filosofia de trabalho do centro não mudará: Densenvolver soluções focadas no mercado privado, respeitando um rigoroso padrão de qualidade. Considerado um dos principais responsáveis pela projeção de Pernambuco no cenário nacional como um centro de referência no desenvolvimento de novas tecnologias, o Cesar só fez outros dois spin-offs desde sua criação, em 96, dando origem ao Radix e à VANguard. Foram apenas duas empresas, mas ambas são cases de sucesso, ressalta Arruda, orgulhoso das crias. Enquanto as emancipações não chegam, o Cesar está dividido em sete unidades de negócio: Qualiti, Tempest, Newstorm, Neurotech, WhereBuy, Prova Intervativa e Jynx. De acordo com Fred Arruda, as três primeiras apresentam faturamento melhor que as demais e todas juntas respondem por grande parte do orçamento da empresa, que, apesar da pouca idade já é autosuficiente e nunca recebeu verbas da Universidade Federal de Pernambuco, embora esteja instalada no campus. Investidores externos e os associados mantenedores também têm participação no orçamento. O Cesar já tem vida própria e não depende mais nem de seus fundadores para continuar, garante Fred Arruda. |
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