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EMPREL
Novidades nos rumos da Informática no Recife

De detentora exclusiva das ações de Informática da administração municipal a gestora de uma política pública do Recife. Essa é a trajetória que a Emprel irá percorrer nos próximos anos. Quem garante é o atual presidente da entidade, o engenheiro com especialização em Informática Cândido Pinto, explicando que a atuação da Emprel deixará de ser meramente técnica, ganhando dimensão política e propositora na área de TI.

Para alcançar a democratização, vale tudo: “não iremos nos ater a projetos públicos, mas também incentivaremos ações da iniciativa privada.” Um dos projetos é a criação de Centros de Apoio ao Cidadão (CACs), em que serão prestados serviços públicos e disponibilizados micros com acesso à Web, para familiarizar a população de baixa renda com o ciberespaço. A primeira unidade será no bairro de Casa Amarela, mas ainda não há data para o início das obras.

A Emprel também busca parcerias com empresas privadas e financiamentos externos para colocar acesso à Internet em bibliotecas e outros espaços públicos. Enquanto o projeto não sai, Emprel e PCR buscam outras formas de ‘estreitar os laços’ entre a Informática e a população. Um exemplo é a utilização de micros para a apuração de pleitos do Orçamento Participativo.

O orçamento municipal também recebe atenção. A primeira mudança é para facilitar a ‘administração’ dos cofres públicos. “Estamos reformulando toda a infra-estrutura de arrecadação tributária, que deverá assumir um caráter gerencial, além de operacional.” Com a ajuda do software em desenvolvimento pela Emprel, o Sofin, ficará mais fácil para o município se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal, porque o planejamento dos custos e da arrecadação ficará mais preciso.

Os cofres públicos são o alvo de outra ação: a criação de uma central de compras para controlar não só a demanda de informática da Prefeitura, como de todo e qualquer tipo de produto, de café a material de limpeza. Também estão sendo desenvolvidas soluções para o recadastramento dos funcionários, matrículas da rede municipal de ensino e acompanhamento das ações da Emlurb.

Um desafio mais urgente é a migração dos sistemas usados pela PCR para a plataforma free. Será criado um laboratório para desenvolver softwares de código aberto e testar sua eficácia, antes de adotá-los. Segundo Cândido Pinto, o processo de adaptação será longo e dependerá de fatores como pessoal qualificado e interesse da iniciativa privada na plataforma free. Nenhum deles, no entanto, será suficiente para garantir a adesão total. “A PCR nunca vai trabalhar só com software livre”, prevê.

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Jornal do Commercio
Recife - 09.05.2001
Quarta-feira