PITTSBURGH, EUA – Richard Baumhammers, um advogado especialista em imigração, foi condenado ontem à pena de morte pelo assassinato de cinco pessoas em um tiroteio por motivos raciais ocorrido em 28 de abril do passado no subúrbio da cidade norte-americana de Pittsburgh.
Baumhammers, de 35 anos, foi sentenciado pelo mesmo corpo de jurados que dois dias atrás o considerou culpado pelos ataques. Os jurados tinham como segunda opção a aplicação da pena de prisão perpétua.
O condenado não demonstrou expressão alguma quando lhe foi lido o veredito. Fez apenas um movimento negativo com a cabeça para seus pais enquanto era levado para fora da sala de julgamento.
Segundo os promotores, Baumhammers, que é branco, selecionou suas vidas por origem étnica. Os advogados de defesa pediram para que os jurados perdoassem a vida de seu cliente, afirmando que seu estado mental lhe impedia de controlar suas ações. Baumhammer matou seu vizinho judeu, dois asiáticos, um indiano e um negro, enquanto conduzia seu carro atirando nas pessoas. Outro homem de descendência indiana ficou gravemente ferido.
APELO – A União Européia (UE) pediu aos Estados Unidos que derrubem a pena de morte e mostrou-se profundamente preocupada com o alto número de execuções levadas a cabo no país.
“A União pede ao governo norte-americano que considere a adoção de mais medidas rumo à abolição da pena de morte”, dizia uma carta do bloco de 15 países enviada ao Departamento de Estado dos EUA pela Suécia, que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE.
A carta, divulgada ontem, referia-se à planejada execução de Timothy McVeigh, considerado culpado pelo atentado em Oklahoma City, e manifestava preocupação com o fato de os Estados Unidos planejarem cumprir a primeira sentença de morte federal em 38 anos.