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CAMARAGIBE PT presta solidariedade a Paulo Santana
O PT sabe que a administração do prefeito de Camaragibe, Paulo Santana (PT), é fundamental para que o partido possa concretizar o seu projeto para 2002: derrotar o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e eleger o seu sucessor. Por isso, parlamentares, dirigentes e militantes petistas realizaram, ontem, um ato de desagravo, no centro de Camaragibe, em favor do prefeito Paulo Santana (PT) e contra a CPI criada pela Câmara de Vereadores para investigar supostos desvios de recursos do fundo de previdência dos servidores daquele município, no segundo semestre do ano passado, na primeira gestão do petista.
Antes das denuncias da oposição, a administração do PT era tida como modelo. “Os companheiros estão aqui para defender a nossa honestidade. No ano passado, o PFL nos agrediu no guia eleitoral. A maneira de agredir de novo é realizar um novo paralelo e arranhar a nossa imagem. Mas esse tiro vai sair pela culatra”, afirmou Santana, explicando que a prefeitura não convocou nenhum servidor para participar do ato, mas admitindo que todas as pessoas presentes estavam de vermelho porque foi essa a cor usada na campanha. Ele disse que não é contra a CPI, mas a forma como ela foi criada: “Por um requerimento assinado por cinco vereadores que não foi votado em plenário”. Santana adiantou que não vai obstruir o trabalho da Comissão.
O prefeito argumentou que utilizou os recursos da previdência para socorrer as vítimas da enchente de agosto do ano passado. Admitiu, no entanto, que não avisou os servidores. “Não era necessário. O estado de calamidade ocorreu em plena campanha eleitoral. Informamos a alguns diretores do sindicato”, minimizou. Apesar de estar presente ao ato de desagravo, o prefeito do Recife, João Paulo, considerou um erro o fato de os servidores não terem sido informados na ocasião, mas fez questão de frisar que o objetivo da CPI é político.
O prefeito do Cabo, Elias Gomes (PPS), também participou do ato, ao lado do deputado José Chaves (PMDB) e do presidente da Câmara de Vereadores do Recife, Dilson Peixoto (PT), que falou que o partido não estava tentando “abafar” a CPI. “Política tem que ser feita com seriedade. São cinco vereadores contra dez. O requerimento não foi votado pela maioria”, afirmou.
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