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RIBEIRÃO PRETO II
A Pingüim é o maior orgulho local

Nem só de café e caldo-de-cana se compõe o passado de Ribeirão Preto. A história da cidade também dá uns golinhos numas tulipas chope bem gelado. Isso mesmo. A boa e velha bebida, uma das prediletas dos brasileiros, é considerada, por lá, uma das maiores atrações turísticas da região.

Encontrar a mina, ou melhor, o barril de chope não é uma tarefa difícil. Ele é comercializado num local de nome bastante familiar com a temperatura estupidamente gelada das suas taças: na Cervejaria Pingüim. Localizado no centro da cidade, numa das esquinas do Quarteirão Paulista, o estabelecimento foi inaugurado no dia 10 de novembro de 1943, por um empresário da cidade chamado Nicolau Miranda.

Tempo mais tarde, em 1965, Albano Celini, um antigo garçom da casa, comprou a choparia. Entretanto, o que ninguém esperava era que ele estaria registrando, em pouco tempo, uma marca de dois mil visitantes diários, todos eles bebendo uma média de um a dois litros de chope.

O sucesso da Cervejaria Pingüim foi tão grande que Celini precisou abrir uma filial. Qual o segredo? Reza a lenda que o segredo da Pingüim está no tamanho das serpentinas refrigeradas que levam o chope até o barril: 800 metros. Muitos dizem que Celini aumentou o comprimento delas logo após a compra.

Em 1990, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou a lei de preservação do local onde funciona a cervejaria para que não seja licenciado nenhum outro estabelecimento similar. Existe também uma lei municipal que obriga o estabelecimento a servir o chope unicamente com um colarinho de dois dedos. Caso contrário, o cliente poderá fazer outro pedido.

O local abre diariamente das 10h a uma da madrugada. O chope é vendido a R$ 1,80.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.05.2001
Quinta-feira