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SEGURANÇA II
Atendimento no núcleo é considerado satisfatório

Moradores de Brasília Teimosa se disseram satisfeitos com o trabalho dos policiais, apesar das críticas

Embora a falta de material prejudique o trabalho do Núcleo de Segurança Comunitária (NSC), a pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revela que a maioria dos moradores de Brasília Teimosa e do Pina está satisfeita com o atendimento prestado e considera que a violência diminuiu após a instalação do núcleo.

Um total de 51,20% dos entrevistados dos dois bairros da Zona Sul do Recife considera bom o atendimento no núcleo. Já 37,20% acham que é muito bom. A presença constante da polícia na comunidade é a principal vantagem do núcleo, segundo 64,20% das pessoas ouvidas.

Em Brasília Teimosa, 70,20% dos entrevistados afirmaram que a criminalidade reduziu após a inauguração da unidade. A mesma resposta foi dada por 45,9% dos moradores do Pina. Nesse bairro, 42,4% acham que a violência permaneceu nos mesmos patamares de antes da instalação do núcleo. Apesar de se queixarem da falta de policiamento nos becos e de rondas noturnas, a população revelou, na pesquisa, disponibilidade em ajudar a prevenir a violência: 90,1% da comunidade entrevistada em Brasília Teimosa disse que estaria disposta a colaborar com a polícia e 79,2% do Pina, também.

O núcleo, no entanto, ainda é pouco utilizado pelas duas comunidades: 87,5% dos entrevistados responderam que não utilizam a unidade. “Nesse ponto, evidencia-se a falta de integração entre os policiais e a população”, comenta a coordenadora da pesquisa, Tatiana Rollo, aluna de Administração da UFPE. “Precisamos intensificar as reuniões nos conselhos de segurança comunitária para identificarmos as necessidades e prioridades”, sugere a presidente da Associação de Ação Comunitária de Brasília Teimosa, Ivonete Silva.

O levantamento também mostra, sob o ponto de vista dos líderes comunitários entrevistados, que a comunidade mudou a imagem que tinha do policial após a instalação do núcleo. Em 83,7% das respostas, a alteração foi considerada para melhor e em apenas 4,7%, para pior. 11,6% dos líderes acreditam que não houve mudanças na maneira que a população percebe os policiais.

Apesar de se queixarem da falta de material, os PMs mostram-se satisfeitos com a nova forma de trabalho, segundo revela a pesquisa feita pelos alunos da UFPE. Todos os oficiais e sargentos lotados no núcleo dizem se sentirem mais produtivos atuando no local. Já 81% dos soldados deram a mesma resposta. “O tempo que gastamos para chegar com a viatura ao local da ocorrência é de até cinco minutos em 51,7% dos 1.237 casos registrados desde a implantação do núcleo”, acrescenta o tenente Marcos Correia.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo