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FLORICULTURA
Produtores cobram equiparação de ICMS

Os produtores de flores de Pernambuco aguardam há cinco meses a resposta sobre o documento entregue ao secretário de Agricultura e Produção Rural, André de Paula, reivindicando a isenção da taxa de ICMS para as flores do Estado.

Sem respostas e sem condições de competir com alguns dos produtores de outros estados do país, beneficiados com a isenção do imposto, os floricultores pernambucanos sofrem com a concorrência e a falta de incentivos, o que já levou Pernambuco a perder a 4ª posição no mercado produtor de flores temperadas.

Atualmente, Pernambuco responde pelo abastecimento de quase toda a região Nordeste, escoando a produção para os estados situados na extensão entre Sergipe e o Rio Grande, além de estar entrando no próximo ano no mercado internacional.

O setor é responsável por mais de 2.500 empregos e movimenta cerca de R$ 30 milhões ao ano, e, apesar das dificuldades, consegue aumentar a produção a cada temporada. Segundo os dados do Comitê de Floricultura, a plantação cresceu mais de 20% entre os anos de 1997 e 1999, ocupando ainda a 1ª colocação entre os fornecedores de flores tropicais do Brasil.

De acordo com o presidente da Comitê de Floricultura, Renato Bahia, a solicitação de isenção do imposto foi entregue ao Secretário André de Paula no ano passado, sendo mais uma vez levada à Secretaria em março deste ano. ”A única resposta que temos é que o secretário nos disse, numa feira, que tinha entregue a reivindicação e os documentos ao secretário da Fazenda, Jorge Jatobá”, destaca Renato Bahia.

Ainda de acordo com Renato, nenhuma das duas secretarias deu resposta. ”Temos muitas dificuldades de competir com os outros estados graças à sobretaxa, à falta de linhas de crédito para os pequenos produtores e à fiscalização, que não tem condições de fazer um trabalho eficiente”, ressalta o produtor do Pólo de Gravatá, Lourenço Zazar.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo