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COMÉRCIO
Na crise, leilão aceita até cartão

Diante da dificuldade de realizar leilões com pagamento à vista, empresa inova e aceita pagamento parcelado, em suaves prestações

por MARCUS ANDREY

Em tempos de crise, nada como o jeitinho brasileiro para aquecer a economia. De olho no consumidor, até o mercado de leilões pode adaptar sua operacionalização para se adequar a realidade brasileira, com planos de pagamento facilitado para não perder a clientela.

O leiloeiro Paulo Maia, do Leilão Maia, resolveu inovar na comercialização dos produtos que vão a leilão, oferecendo pagamento parcelado em até 10 vezes no cartão de crédito ou cheques pré-datados.

“Os leilões se tornavam inviáveis para boa parte da população, porque o pagamento do bem adquirido tinha que ser feito à vista. Nessa crise, pouca gente se habilitava por não dispor de dinheiro para gastar de uma só vez num leilão, por isso resolvemos parcelar o bem”, justificou o leiloeiro.

No Leilão Maia serão comercializadas mercadorias semi-novas, oferecidas aos consumidores por preços abaixo da metade do valor de um produto novo.

Os leilões acontecem sempre aos sábados, e envolvem desde mercadorias contemporâneas até relíquias de antiguidade.

“Para comprar qualquer mercadoria leiloada, o consumidor deve estar com o nome limpo na praça, pois consultamos o serviço de Tele-cheque, além do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e o cadastro de centralização de serviços bancários (Serasa)”, informou Paulo Maia.

O leiloeiro firmou convênio com as administradoras de cartões de crédito Visa e Mastercard, para parcelar o preço dos bens leiloados em até 10 vezes, sem juros, e também aceita cheques pré-datados como forma de pagamento.

“Já mantivemos contato com a administradora Redecard para ampliar ainda mais as facilidades na aquisição dos produtos leiloados, oferecendo também o cartão Dinners e a comodidade do pagamento pelo sistema RedeShop”, disse Maia.

O primeiro leilão a prazo será realizado no próximo sábado (dia 18), e entre os produtos oferecidos está um dormitório renascença portuguesa da década de 30, todo trabalhado em madeira de lei, com lance mínimo de R$ 5 mil.

“Um dormitório como esse, em boas condições de conservação, seria oferecido por, no mínimo, R$ 10 mil em um antiquário”, argumentou o leiloeiro.

Uma sala mexicana dos anos 30, com 12 peças incluindo bar, cristaleira, mesa com oito cadeiras e bufê, também estará disponível com lance mínimo de R$ 3.500. “A sala é belíssima e também está com preço competitivo em relação aos artigos de antiquários”, justificou.

O Leilão Maia também disponibiliza um piano americano de gaveta, fabricado na década de 50, a partir de R$ 1 mil.

“Os produtos populares como eletrodomésticos, camas, armários de cozinha e outros móveis também fazem parte do leilão, com as mesmas condições e facilidades de pagamento que os produtos mais sofisticados”, completou Paulo Maia.

A variedade dos produtos é um outro diferencial do Leilão Maia. Ao longo dos anos, a casa foi acumulando todo tipo de movelaria, e artigos utilitários do lar que vão desde o ventilador de teto ao mancebo (cabide para chapéu).

Um vídeo-cassete semi-novo, por exemplo, pode ser arrematado por apenas R$ 100, assim como aparelhos de som e televisores.

Até os saudosos tele-jogos, os tataravós dos vídeo-games atuais, com poucos recursos numa imagem em preto e branco, podem ser encontrados em bom estado no Leilão Maia, em companhia dos jogos eletrônicos Atari e Odissey, outras ‘relíquias’ para colecionadores.

Serviço:

Leilão Maia - Rua Barão de São Borja, 156 - Boa Vista. Fones: 3221-1742/3221-2812

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo