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DISTRIBUIÇÃO
Logística cresce em Pernambuco

Centrais de distribuição cresceram 100% somente este ano. Empresas que contratam serviços de logística reduzem custos entre 10% e 15%

por ANGELA FERNANDA BELFORT

A procura pelos serviços de logística vem aumentando para as empresas que atuam no setor em Pernambuco. Algumas chegaram a duplicar a quantidade de clientes que optaram por instalar uma central de distribuição dentro das suas dependências. “Tivemos um crescimento de 100% na área de central de distribuição entre o início de 2000 e agosto deste ano”, disse o gerente nacional de logística da Rapidão Cometa, Celso Queiroz.

No início do ano 2000, a Cometa operava oito centrais de distribuição para os seus clientes. Agora, são 16. A Fly Logística também teve um incremento na quantidade de centrais de distribuição que opera para os seus clientes. Os empreendimentos deste tipo eram quatro no início do ano passado e agora são 12 firmas.

“As empresas do Sudeste e Sul estão percebendo que devem ser competitivas para serem bem sucedidas no Nordeste”, comentou o diretor da Fly Logística, Antonio Luna, acrescentando que a logística também inclui outra prática que entrou definitivamente na rotina empresarial, a redução de custos.

Para Luna,“numa economia estável, as margens de lucro estão diminuindo e é importante ter escala.” Ele argumentou também que as empresas diminuem os custos ao deixar de ter estoque. Isso ocorre com a terceirização da central de distribuição para as empresas de logística.

A terceirização da central de distribuição da Kraft Foods em Recife reduziu de 10% a 15% os gastos com distribuição dos seus produtos na região, segundo o gerente da companhia em Recife, Alberto Mota.

A Kraft Foods tem uma central de distribuição na Rapidão Cometa, em Recife. A multinacional adquiriu a antiga Fleischman Royal e também é dona dos biscoitos e massas da Nabisco, leite Glória, suco Maguary e dos chocolates da Lacta. “Outra vantagem da terceirização é que a empresa passa a se dedicar mais a atividade que é o foco do seu negócio”, contou. Mota.

INCENTIVOS – Ainda de acordo com os executivos, outro fator que está atraindo mais centrais de distribuição e de importação para Pernambuco são os incentivos do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe).

Nos últimos três anos, o Estado conseguiu atrair 40 filiais de empresas que importam seus próprios produtos ou de terceiros, além de 23 centrais de distribuição, segundo informações do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). Elas redistribuem os produtos para o Nordeste a partir de Pernambuco.

A previsão feita por técnicos da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo é que esses novos negócios devem movimentar R$ 1,1 bilhão, apenas as empresas de importação, e mais R$ 1,6 bilhão pelos produtos que serão vendidos pelas centrais de distribuição.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo