Equipe do Brasil percorreu trajetória turbulenta, cheia de problemas, ainda sem solução
CURITIBA – Da certeza de que disputaria o título das eliminatórias com a Argentina até a angustiante dúvida de que alcançará mesmo a classificação para o Mundial de 2002, a seleção brasileira percorreu uma trajetória turbulenta, repleta de problemas que continuam sem solução. A liberação sempre polêmica dos atletas, o pouco tempo para treinos e o péssimo desempenho em quase todos os jogos, deixaram o futebol do Brasil sob o sério risco de ficar fora de um Mundial pela primeira vez.
As contusões de jogadores importantes ao longo das Eliminatórias e o afastamento de outros, como Ronaldinho e Juninho Pernambucano, por causa de brigas judiciais envolvendo seus clubes, também contribuíram para o fracasso gradativo da seleção.
E o Brasil está sob ameaça de ficar fora do Mundial. Na Copa América, a derrota por 1x0 para o Uruguai, fez disparar o alarme. “O jogo com o Paraguai vai ser o mais importante da minha vida; não quero passar para a história como o único treinador que não levou o Brasil a um Mundial”, diz Luiz Felipe Scolari.
O pior. Depois da goleada de 5x0 sobre o Panamá, a seleção brasileira minimizou a série de desfalques do Paraguai, que enfrentará quarta-feira, pelas Eliminatórias da Copa 2002. A equipe paraguaia entrará em campo com quase meio time reserva. A defesa – setor em que o Paraguai é mais forte – está esfacelada. Três defensores estão fora: os zagueiros Gamarra (machucado) e Ayala (suspenso) e o lateral-esquerdo Caniza (também suspenso). Do setor, só o lateral-direito Arce poderá ser escalado pelo técnico Sergio Markarian.
Outro titular, o meia Alvarenga, também se contundiu e não terá condições de jogo.
Vários jogadores brasileiros não sabiam dos problemas do Paraguai, vice-líder das Eliminatórias, com 26 pontos, mas faziam questão de dizer que os desfalques não farão diferença.