Muita gente na Ilha do Retiro agitou-se na última sexta-feira quando o Movimento Muda Sport alardeou o nome de Jarbas Guimarães como candidato a presidente e Roberto Massa na vice. Entretanto, o próprio Jarbas tratou de descartar a possibilidade, pois não dispõe de tempo. Entretanto, ele não pôde se furtar a uma análise a respeito do presente e, principalmente, do futuro do Sport Club do Recife.
Para o empresário, que como presidente que tirou o Sport de um jejum de 12 anos em 75, esta é a briga mais contundente da história leonina. Ele lembra que no período de vacas magras 63-74, o clube vivia mergulhado em troca de farpas entre seus principais líderes. “Era a mesma coisa, inclusive com troca de acusações na imprensa”, lembra.
E falta de aviso não foi, pois Jarbas afirma que previu toda a confusão quando a diretoria de futebol, liderada por Wanderson Lacerda e José Antônio Alves de Melo, brigou com o então presidente, Luciano Bivar. “Se essas brigas não acabarem logo, poderemos passar mais longos anos sem ganhar nada”, avisa.
De acordo com Jarbas, a grande força do Sport é a união de seus comandantes. União essa que ele não acredita vir com uma provável vitória de Lúcio Jatobá, nesta terça-feira, apesar de considerá-lo um excelente candidato. “Jatobá é um ótimo nome, mas o ideal era um candidato de consenso que unisse as facções, pois dessa forma eu temo pelo futuro”, avalia.