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COMPORTAMENTO III
Por humanidade durante o nascimento

Enjoar ou comer demais, estimular uma alimentação saudável e ajudar na escolha da decoração do quarto infantil (além de naturalmente acompanhar todas as consultas e exames médicos) são algumas das maneiras de sentir-se grávido. Cuidar da casa, da criança e da esposa é um jeito de se tornar um pai no pós-parto (ou resguardo, como chamam alguns). Mas como participar de um momento ímpar como o nascimento, algo que aparentemente parece ter sido ditado pela natureza da espécie humana como estritamente feminino?

A Cais do Parto responde, na pessoa de Sueli Carvalho: “O homem é sujeito ativo e fundamental no parto humanizado”. As parteiras tradicionais, importantes referências para o trabalho desenvolvido pela entidade, servem de exemplo da importância masculina para um parto tranqüilo e facilitado. “Quando a mãe está tendo algum tipo de dificuldade para dar à luz, elas costumam pedir que a gestante segure uma camisa usada pelo companheiro para que, ao sentir o cheiro dele, sinta-se melhor e mais confortada”, explica.

Em uma adaptação das origens, feita pela Cais do Parto, o pai é importante para ajudar nas massagens e nas respirações que, em conjunto, facilitam a gestação. “Há algumas posições anteriores ao parto, e até mesmo durante o nascimento, em que a mulher se apóia no homem. No parto de cócoras, por exemplo, ela segura as pernas dele, que fica sentado”, exemplifica Sueli.

É fundamental salientar que a ajuda do homem só é possível se ele compreender o que acontece com parceira. “Quando existe segurança e controle da situação, a dor da mulher e o medo do casal diminuem”, complementa a parteira. “Muitos obstetras acham que o homem atrapalha o parto, quando é o contrário”, defende o médico naturalista e futuro pai Marco Araújo Menelau.

EM CASA - Defender o parto humanizado, entre outras premissas, significa pregar não só o parto normal, como o domiciliar. “O ambiente hospitalar que recebe o bebê é inteiramente asséptico, frio e impessoal. Não é lugar para gente nascer, é lugar para cuidar de doente”, diz Sueli.

“Maternidade e hospital não deveriam ter sido reunidos em um mesmo ambiente. Além disso, em todo hospital há infecção hospitalar. Com os devidos cuidados, pode-se ter um parto seguro e mais humano em casa”, conclui ela (L.B.).

Serviço

Cais do Parto – Fone: 3429.3204

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo