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PEELING
Novidade para garantir uma pele mais saudável

Novo método , conhecido como step by step, é mais barato que o laser e experimenta substâncias diferentes a cada aplicação. Nele, são empregados elementos como o famoso botox e até um spray de nitrogênio

AGÊNCIA GLOBO

A nova mania americana para combater as rugas e as manchas senis da pele — em sessão relâmpago de peeling químico, feita com uma substância diferente a cada mês — acaba de invadir os consultórios brasileiros de dermatologia. As aplicações, que duram de cinco a dez minutos, na maioria das vezes sem necessidade de anestesia e sem alterar a rotina do paciente, são bem mais baratas que o peeling feito a laser, por exemplo. Segundo os médicos, os resultados são eficazes para homens e mulheres de 40 a 70 anos com manchas claras ou escuras, rugas finas ou profundas no rosto, no colo ou no pescoço.

O dermatologista Sergio Carneiro, que participou do congresso da Sociedade Americana de Dermatologia, em Washington, e do último Congresso de Cirurgia Dermatológica, no mês passado, no Rio, é um dos que adotaram o método conhecido como step by step, passo a passo que experimenta substâncias diferentes a cada aplicação. “A combinação das substâncias vai depender da experiência de cada médico. É um tratamento em série. Eu posso usar, na primeira sessão, ácido glicólico a 70% por cinco minutos, seguido de tricloroacético em solução aquosa, a 35%, por mais cinco minutos. Três semanas depois, posso usar um spray de nitrogênio líquido a 80 graus negativos. Uma série de três aplicações dura em média um ano”, diz.

NITROGÊNIO – Na primeira sessão do peeling relâmpago, sem necessidade de anestesia, a paciente fica com o rosto avermelhado e, no dia seguinte, mais escuro, quase marrom. Mas pode sair de casa normalmente, usando protetor solar e hidratante. De três a sete dias depois, a pele descama e renova-se. Na segunda sessão, com o peeling de nitrogênio gelado, técnica que é conhecida como freezing, a pele descama de quatro a 12 dias. Pode ser combinada com técnicas como o lixamento manual, ou aparelhos como o microdermoabrasão, com jatos de cristais de diamante para lixar a pele.

“Esses peelings são de nível médio e, em séries mensais, tornam-se extremamente eficazes. Muitos dermatologistas americanos usam a técnica atualmente. A combinação das substâncias é determinada pela análise de cada pele e pela experiência do médico. Os resultados são sempre melhores que os de um só tipo de peeling”, diz o médico.

Carneiro combina várias substâncias (tricloroacético, entre 20% e 50%; ácido glicólico, entre 50% e 70%; o remédio 5-fluoracil, a 5%; e fenol, entre 50% e 80%). Depois, pode usar toxina botulínica (botox), sobretudo na área dos olhos, antes de fazer uma dermoabrasão.

“A novidade do momento é o peeling com spray de nitrogênio líquido, que, na minha opinião, substituirá o laser no futuro. Ele promove o mesmo efeito do laser, às vezes por 10% do preço. Um peeling a laser custa de R$ 3 mil a R$ 6 mil, enquanto o freezing pode variar de R$ 500 a R$ 1 mil, com idêntico resultado e recuperação simples.”

Para a dermatologista Paulina Kede, além do nitrogênio líquido ou da crioterapia, a novidade contra rugas do momento é o laser frio feito pelo aparelho Cool Touch. Há dois tipos de lasers: os agressivos, com equipamentos que emitem energia suficiente para vaporizar os tecidos, fazendo um peeling profundo, numa única etapa que, segundo Paulina, requer cuidados e um pós-operatório de sete a dez dias. E os lasers que não agridem a pele, como o Cool Touch, que promovem a regeneração e a estimulação do colágeno sem danos.

“Nesse tratamento, são necessárias quatro sessões mensais para bons resultados. Indicado para rugas, estrias e cicatrizes e praticamente indolor, o Cool Touch é o mais moderno tratamento contra o envelhecimento”, comenta. Paulina diz que outro avanço high tech é a câmera instantânea Canfield, que demonstra em fotos os danos causados pelo sol. “Essas fotos permitem a monitorização dos tratamentos para manchas, vitiligo e fotoenvelhecimento. Neste último caso, as fotos são úteis para reeducar o paciente sobre os riscos do sol.”

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo