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FEIRA X
E-commerce: Brasil vai bem, obrigado

Congresso da Fenasoft discute os rumos do comércio eletrônico brasileiro. Tendência, segundo os especialistas, é de fortalecimento

SÃO PAULO – Apesar das ininterruptas quedas de pontocom, o e-commerce brasileiro deu certo. Quem garante é a CIO da Brasil.com.br, Wilma Bolsoni, uma das palestrantes do Congresso Fenasoft 2001, que teve como tema a integração de negócios, Internet e sistemas para a nova economia. Segundo a executiva, apesar de haver ainda uma grande resistência por parte da população quanto às compras online, o País ocupa lugar de destaque na América Latina, respondendo por 53% do volume de transações feitas no continente.

Esses números só tendem a crescer. “O processo de assimilação de novos hábitos é lento mesmo”, afirma. “E o e-commerce só existe no País há dois anos.” A logística, que a princípio foi um sério entrave, está bem mais eficaz.

Tanto a adoção de um modelo equivocado de e-commerce quanto a pressa explicam muitas das falências virtuais. Só em 2000, mais de 210 pontocom fecharam as portas. Dessas, 75% comercializavam produtos e serviços diretamente para o consumidor final, atividade chamada de B2C (Business to Consumer). O resultado? O B2B (Business to Business) despontou como o ramo mais estável do e-commerce. “Atualmente, 83% das empresas brasileiras utilizam o e-mail para fazer negócios”, afirma Wilma. “Mas só 4% delas finalizam a compra ou venda por meio eletrônico.”

A desconfiança de empresários e consumidores finais com relação à Web é justificada principalmente pela falta de leis para as transações eletrônicas. Mas o País também avança nesse sentido. Acaba de ser reeditada uma Medida Provisória de número 2.200 que regulamenta o padrão de criptografia de chaves assimétricas como o modelo vigente no País e reconhece a validade jurídica da assinatura digital.

A MP define que empresários e pessoas físicas que desejarem utilizar a Rede como canal de negócios deverão submeter-se ao instituto certificador ICP-Brasil, que garantirá a validade das assinaturas digitais. A não ser que as partes envolvidas dispensem a formalidade – e assumam os riscos.

As expectativas de futuro, especialmente no setor de B2B, são as mais otimistas possíveis. Os canais de negócio serão variados: portais B2B, marketplaces e extranet dividirão espaço com novas tecnologias, como TV digital e serviços de Internet móvel.

O e-Procurement também é uma tendência forte. “Trata-se de usar a Web para reduzir custos com compra e venda de bens e serviços”, conceitua o gerente de Marketing e Inovação da Datasul, Mozart Marin. Ele também apresentou um dado do Edge Group, que prevê: em 2005, 90% das 500 maiores empresas brasileiras estarão fechando 50% de seus negócios pela Web. A Petrobrás, por exemplo, já está começando. A estatal criou uma subsidiária, a ePetro, para montar um portal de compra e venda voltado para empresas do setor. A expectativa da empresa é economizar 6% com verificação de preços e 25% com atividades de compra. (B.C.)

A repórter viajou a convite da Intel

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Jornal do Commercio
Recife - 08.08.2001
Quarta-feira