À frente da empresa desde quando se chamava Elógica e se restringia ao público pernambucano, Clóvis Lacerda foi alçado ao posto de presidente da Inter.Net quando 10 provedores brasileiros foram vendidos para formar uma rede única. Na entrevista a seguir, Lacerda admite as deficiências da empresa e garante que isso é passado
JORNAL DO COMMERCIO – O processo de migração dos provedores regionais da Inter.Net estava previsto para durar apenas quatro meses, mas terminou se estendendo por um ano. A que se deveu a demora?
CLÓVIS LACERDA – Com a queda vertiginosa da PSI.Net na Nasdaq e o posterior pedido de concordata, a fonte secou, ficamos sós e tivemos que arcar com as mudanças com recursos próprios. Hoje, estamos independentes da PSI.Net tanto do ponto de vista societário como operacional.
JC – Por que os clientes não foram informados das transformações pelas quais a empresa passaria e dos problemas que teriam de enfrentar?
CL – Os problemas antes eram tantos, que a comunicação se tornou ineficiente. Acontecia tanta coisa ao mesmo tempo que praticamente perdemos o controle da situação. Agora, com o setor de marketing e comunicação reestruturado queremos o usuário informado sobre todos os passos da empresa, antes mesmo que ele perceba qualquer alteração no serviço.
JC – Que avaliação o Srº faz dos serviços da empresa durante o período de transição?
CL – Há três meses, daria nota zero. Neste mês de agosto considero que merecemos uma nota entre 7 e 8, mas a partir de setembro, quando tivermos concluído todos os ajustes necessários, queremos atingir nota 10.
JC – Qual o recado que o Sr. dá aos usuários depois de tantos transtornos?
CL – Queremos agradecer a confiança deles, que foi o nosso maior combustível para continuar com o processo de mudanças e chegarmos a essa nova fase. Caso contrário, teríamos desistido.