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FEIRA II
A Fenasoft não é mais aquela

Pouco – ou quase nenhum – espetáculo e muitas ofertas em hardwares e softwares. Assim foi a 15ª edição da Fenasoft, que ocorreu entre os dias 30 de julho e 4 de agosto, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Nem de longe a feira lembrou as edições anteriores, quando o pavilhão de exposições foi tomado por empresas pontocom, atores globais e... muito público. Esse ano, as festividades ficaram por conta de uma tímida solenidade de abertura, além de um ou outro expositor mais animado, como o portal Terra e a Intel. Nem lançamentos foram tantos assim. Os mais importantes foram o Conectiva e o Pagemaker, ambos na versão 7. Já entre os equipamentos, as webcams dividiram o reinado com notebooks. Cada vez mais populares, esses portáteis se tornaram completamente configuráveis, tendo memória e poder de processamento definidos pelos usuários. Agora, quem manda é o freguês. Os monitores também chamaram a atenção. Em plena crise energética, os modelos LCD, bem mais econômicos, ganharam posição de destaque nos estandes. Como não poderia deixar de ser, as engenhocas também marcaram presença. No melhor estilo ‘feira de ciências’, alunos da Universidade Federal de Santa Catarina apresentaram um PC alimentado por energia solar. Fora do pavilhão, outra atração: o Congresso Fenasoft, que teve como tema o e-commerce. Empresários da área, consultores e membros do Governo Federal discutiram sobre a legislação que regulamenta a prática – ou a falta dela – e sobre tendências futuras, como e-Gov, e-learning e e-procurement. Confira as novidades. A reportagem é de Bruna Cabral.

O que uma geladeira, uma máquina de lavar e um microondas podem ter em comum? Acesso à Web. Pelo menos os produzidos pela LG Electronics e apresentados na Fenasoft pela primeira vez no País. Na cor grafite e design bem menos moderno que sua proposta, os equipamentos começam a ser vendidos no Brasil em 2002, pelo Carrefour. Enquanto forem produzidos fora do Brasil, a geladeira, o microondas e a máquina de lavar custam US$ 10 mil, US$ 500 e US$ 1 mil, respectivamente.

Além de ser o mais barato, o microondas é o mais simples. Traz modem interno e tela de cristal líquido para que os usuários controlem a navegação enquanto esquentam a sopa para o jantar, por exemplo. Podem pesquisar receitas, dados sobre nutrição e até fazer compras em sites de supermercados. Já a máquina de lavar roupa tem que ser conectada a um PC para acessar a Web.

Nenhum deles, porém, é mais completo que a geladeira. Com tela LCD de 15 polegadas, alto-falante, câmera e microfone embutidos, traz funções de agenda e calendário e ainda tira fotos, grava vídeos, toca MP3, faz chamadas telefônicas e exibe programação de TV. O usuário pode gravar mensagens (escritas, de voz ou imagem) na tela, além de enviar e receber e-mails. Também traz sistema ‘Inverter’ de redução do consumo de energia em até 50%.

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Jornal do Commercio
Recife - 08.08.2001
Quarta-feira