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FEIRA VIII
Intel aposta nos brinquedos digitais com microscópio, webcam e gravador

Tecnologia e informática são, sim, brincadeira de criança. Pelo menos é nisso que a Intel está apostando. A empresa lançou sua linha de brinquedos digitais, a Intel Play. Têm cara e jeito de brinquedo: um microscópio, uma webcam e um gravador de áudio.

O que chama mais atenção é o microscópio QX3, tanto pelo desgin, quanto pelo recursos. O equipamento é conectado ao PC via porta USB e é controlado por um software de interface para lá de intuitiva, com botões simplificados, grandes e coloridos. A lente do equipamento permite que as imagens sejam aumentadas em 10, 60 ou 200 vezes. Além disso, a observação pode ser feita com dois tipos de iluminação: a normal e a refletida, que facilita a visualização de objetos não translúcidos.

Para despertar a curiosidade científica das crianças, a empresa disponibiliza amostras de materiais como asa de abelha e pernas de insetos. Após cansar dessas, as crianças não terão dificuldades em coletar outras. A lente pode ser removida, funcionando como uma câmera. A capacidade de armazenamento permite a gravação de uma sequência de até cinco minutos. Depois as imagens têm que ser ‘descarregadas’ no PC. A partir daí, há uma ampla gama de possibilidades. Já com o ‘material de pesquisa’ no HD, é possível editar as imagens e exportar os arquivos com as terminações .jpg, .bmp ou .avi. O QX3 custa R$ 359.

O Sound Morpheu é ideal para quem gosta de barulho. Trata-se de um dispositivo móvel de gravação de áudio, capaz de armazenar até quatro minutos de som. O software que o acompanha exibe um rosto na tela, que pode ser ‘montado’, pelo usuário, a partir de uma ‘biblioteca’ de olhos, narizes e bocas exóticos. Esse boneco movimenta o lábio, acompanhando o som gravado pelo usuário. Há opções de sintetização e de edição de som. O Soun Morpheu custa R$ 199.

Jogos, jogos e mais jogos é o que a câmera Me2Cam oferece aos usuários. Para entrar na brincadeira, basta conectar a câmera ao PC e posicionar-se em frente a ela. Para controlar a movimentação dos jogadores na tela, os usuários usam o próprio corpo, em vez de joysticks.

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Jornal do Commercio
Recife - 08.08.2001
Quarta-feira