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ORIENTE MÉDIO
Capacidade militar de Israel inibe agressões

LONDRES, Inglaterra – Israel tem o maior poderio militar no Oriente Médio e seria capaz de derrotar os países árabes em caso de guerra. Essa é uma das conclusões da edição 2000-2001 do The Middle East Military Balance (Balanço Militar do Oriente Médio), do Centro Jaffee para Estudos Estratégicos, da Universidade de Tel Aviv.

Segundo afirma a publicação, apesar de sua inferioridade quantitativa, vulnerabilidade a mísseis balísticos e armas de destruição em massa e da transferência de tecnologia militar ocidental a alguns de seus vizinhos árabes, a vantagem qualitativa de Israel cresceu durante os anos 90.

Um de seus autores, Shai Feldman, observa que os líderes árabes têm visto as suas forças militares perdendo terreno em vez de diminuir a vantagem israelense. A alta tecnologia dos tanques de guerra e, principalmente, de seus aviões de combate são os principais fatores que fazem de Israel uma potência militar regional.

Enfraim Inbar, do Centro Begin-Sadat para Estudos Estratégicos, disse: “Não tenho dúvidas de que o Exército de Israel conseguiria ganhar uma guerra contra qualquer combinação de forças inimigas na região. Resta saber quais seriam os danos sofridos”.

Numa entrevista recente, o próprio presidente sírio, Bashar Assad, admitiu a inferioridade de seu Exército. “Sabemos que Israel nos supera no âmbito militar. Mas decidimos que não vamos retroceder”, declarou Assad.

Analistas observam, porém, que, apesar dessa superioridade, Israel é vulnerável em razão do menor número de soldados e de sua pequena dimensão geográfica. Enquanto o país contava no final do ano passado com 186,5 mil homens na ativa, o Egito tinha 450 mil e a Síria, 380 mil.

Segundo o estudo, essa desvantagem territorial e demográfica é compensada por fatores não-militares como o estado avançado de sua tecnologia e uma economia robusta e conectada globalmente. Apesar de não admitir oficialmente, Israel é a única potência nuclear do Oriente Médio.

A capacidade militar israelense desencoraja potenciais agressores. Israel sabe, contudo, que um conflito regional de larga escala significaria muitas mortes e destruição dentro de seu território.

Assim, conclui o The Middle East Military Balance, apesar da Intifada (levante palestino), a região vive uma relativa estabilidade em termos estratégicos.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo