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Lenivaldo Aragão Cuscuz na área
O ex-árbitro Elias Damásio traz mais uma historinha recolhida no seu dia-dia no metier, pois mesmo tendo deixado o apito profissionalmente, continua ligado ao esporte.
Era mais uma rodada do Campeonato de Araçoiaba, a cidadezinha de pouco mais de mil habitantes, que o prefeito Ildemar Alves, o popular Cuscuz ameaça transformar em território independente de Pernambuco.
Mais um jogo do campeonato de Araçoiaba. O estadiozinho estava apinhado de gente, pois ali, segundo Damásio, futebol é sempre uma festa. Motivação é o que não falta a torcedores e jogadores e até mesmo aos árbitros.
Numa ensolarada tarde de domingo, a bola corre e trepida pelo gramado , impulsionada por atletas que nem sempre mostram intimidade com ela.
O trio de arbitragem procura se impor, comandado por Cuscuz, integrante do quadro de árbitros da Liga de Igarassu.
A partida tem seu curso normal, a não ser em relação a alguns cartões amarelos aplicados e três pênaltis assinalados por sua senhoria, mas por mais incrível que pareça, todos desperdiçados.
Não é comum três pênaltis serem jogados para fora num só jogo, o que provocou muitos comentários após a partida, todo o mundo procurando encontrar uma explicação para tamanha anormalidade.
Foi quando Cuscuz, decepcionado com o que acabara de presenciar e fazendo coro com o povaréu, teceu um comentário quando se encaminhava para o vestiário: “No meu tempo de centroavante nunca perdi um pênalti”.
Todos olharam admirados para o juiz, mas antes que alguém retomasse a palavra, o filho de Cuscuz que o acompanhava por todos os lugares, fez a observação, inocente e oportuna: “Também, o senhor nunca bateu um”...
Gargalhada geral e tome gozação em cima de Cuscuz.
Agora, vai
A conturbada segunda divisão do Campeonato Brasileiro está finalmente decolando. O Náutico, cujos jogadores já se mostravam impacientes pela falta de jogos, estréia no Evandro Almeida, o Baenão, em Belém, diante de um Remo que dificilmente se deixa superar quando joga no seu reduto. Sua torcida, aliás, ainda está com os 4x0 da decisão contra o Paysandu atravessados na garganta, e os jogadores sabem que é necessário começar bem para ir fazendo a amargura da galera transformar-se em doçura.
O Náutico perdeu alguns heróis da conquista do título de campeão pernambucano – Sangaletti, Thiago, Rafael e Vital –, mas manteve o experiente Wallace, o seguríssimo Gilberto e o carismático Kuki (foto), tendo condições de encarar o Leão Azul, de igual para igual. A Bandeirantes vai mostrar o jogo.
No Recife, o Sport tem mais uma chance de tirar o pé da lama. Enfrenta um tranqüilo Grêmio, é verdade, mas tem o apoio de sua torcida que, quando quer, empurra o time.
O atacante Aldrovani já disse a que veio e seu gol na Portuguesa, apesar da derrota, animou os torcedores rubro-negros.
Varejo 1
A seleção pode ainda ser a pátria de chuteiras – aforismo criado pelo notável Nelson Rodrigues –, mas as chuteiras estão gastas há muito tempo. A situação chegou a um ponto que até o Íbis acha-se no direito de tirar sua casquinha, ridicularizando a ‘canarinha’ ao convidá-la para um amistoso. ***** Aliás, não é a primeira vez. Quando o Flamengo era campeão do mundo, Ozir Ramos chegou a pensar, mas não saiu disso, em propor um amistoso no Maracanã entre o melhor e o pior time do mundo. ***** O momento na Ilha do Retiro é de composição e união de forças para tirar o clube da situação vexatória em que mergulhou. A dupla Lúcio Jatobá/Sílvio Guimarães entra numa situação de emergência, sabendo que não será fácil contornar a crise. Os dois precisam de muito apoio. ***** Em Limoeiro tem início hoje mais uma Copa do Interior. Num jogo isolado, a seleção da Princesa do Capibaribe enfrenta a de Santa Cruz do Capibaribe. É bom os olheiros ficarem atentos, pois aqui, acolá, pinta um cara bom de bola nesse campeonato.
Varejo 2
Pernambuco tem atraído ultimamente vários eventos esportivos de caráter nacional, como os Jogos da Juventude e os Jogos Paradesportivos, além de outros, como o Super Surf. Lógico que há uma junção de esforços, mas não se pode deixar de reconhecer a luta do secretário Carlos Eduardo Cadoca e seus fiéis-escudeiros, Ednilton Vasconcelos e Daniel Pessoa, diretores, na área esportiva, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes. O objetivo é fazer do Estado um pólo de referência esportiva e isso está sendo alcançado paulatina, mas firmemente, principalmente com a adaptação, que está por vir, do Centro de Esportes Santos Dumont, para tal. ***** Por falar nisso, Pernambuco mais uma vez brilhou nos Jogos Paradesportivos Regionais, mostrando que a turma tem fibra para superar suas deficiências físicas. ***** Perguntam-me por correspondência se o zagueiro Mauro Galvão já defendeu o Náutico. Negativo, quem vestiu a camisa alvirrubra foi Galvão, um zagueiro saído do Vasco, diferente do outro, a partir da cor.
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