O deputado federal José Múcio Monteiro não crê que o PFL se “desintegrará” por causa da sua saída e a do ex-prefeito Roberto Magalhães. “O partido ainda é muito forte. Tem o vice-presidente (Marco Maciel), tem ministro (José Jorge), tem o vice-governador (Mendonça Filho) e vários secretários de Estado, entre os quais André de Paula”, que é o presidente do partido. Reconhece, todavia, que do ponto de vista da aliança governista o partido está menos forte, mas nem por isso será menos importante na campanha à reeleição do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).
JORNAL DO COMMERCIO – Por que o senhor saiu do PFL?
JOSÉ MÚCIO MONTEIRO – Pelas razões que expus anteriormente. Eu estava precisando entrar num partido em que eu tivesse espaço para debater, discutir e eventualmente trabalhar por uma candidatura majoritária.
JC - No PFL o senhor não tinha esse espaço?
Múcio - Não. E foi por isso que eu saí. Eu quero contribuir para que se instale em Pernambuco, a partir do PSDB, uma nova correlação de forças políticas.
JC - O enfraquecimento do PFL não enfraquecerá também a aliança?
Múcio - Não. Eu e Roberto Magalhães saímos do PFL mas permanecemos na aliança. Pertencemos ao mesmo grupo político e vamos continuar apoiando o Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e o do governador Jarbas Vasconcelos. Sob esse aspecto nada mudará.
JC - Se nada mudará do ponto de vista da aliança, porque o senhor não ficou no PFL? Não foi trocar seis por meia dúzia?
Múcio - Não. A minha saída do PFL, repito, deu-se exclusivamente por questão de espaço. Eu estava sem espaço no partido. Saí bem com todos os meus amigos e tenho certeza absoluta de que eles entenderam a minha posição.
JC - Acredita que haja uma estratégia do Palácio das Princesas para enfraquecer o PFL?
Múcio – De forma alguma.
JC - Por que?
Múcio - Porque a manutenção da aliança interessa a todos, sem exceção. Todos temos interesse em que o doutor Jarbas Vasconcelos seja candidato à reeleição e que o doutor Marco Maciel seja candidato ao Senado.