Preços das motos de griffe chegam a R$ 85 mil. Valor daria para comprar uma picape Hilux a diesel com cabine dupla e dois carros populares. Para apaixonados por motos, o preço não é o mais importante
Você daria R$ 85 mil numa motocicleta? Com esse dinheiro dá para comprar uma Hilux cabine dupla a diesel e ainda sobra o equivalente a dois carros populares. É quanto custa a MC Agusta Senna, uma das motos mais caras. Assim como no segmento de automóveis, o de duas rodas também tem seus modelos com preços de fazer cair o queixo.
A razão que move os afortunados a desembolsar tanto dinheiro por esse tipo de veículo, segundo Tacio Sampaio Ulisses, proprietário da Top Moto, revenda Suzuki, é o hobby. “Um comprador de automóvel adquire o veículo para atender as suas necessidades no dia-a-dia. Já as motos de grande cilidrada, por verdadeira paixão. Por isso, para quem curte motociclismo, o preço não é o mais importante”, destaca Ulisses.
Por que elas custam tanto? Porque, como os carros de luxo, as motocicletas têm griffe, possuem tecnologia e sofisticação. A MV Augusta Senna tem câmbio de seis velocidades, rodas de liga de magnésio com aros 17, freio a disco de alumínio de 310 mm e titânio nas suspensões, só para citar alguns exemplos. Seu motor é de 140 cv, capaz de atingir 288 km/h.
A BMW 1200 RS Sport Tourer é outro exemplo de moto cara. Com motor de quatro cilindros em linha, 16 válvulas, injeção eletrônica, pára-brisa com regulagem eletrônica, bancos e manopla com sistema de aquecimento, som com oito alto-falantes, CD Player, piloto automático e computador de bordo, a moto custa US$ 34.900 (R$ 85.854 mil). A nova roadster BMW R 1150 R com freios ABS e câmbio de seis marchas, custa US$ 24.490 mil (cerca de R$ 60 mil).
SUZUKI – A Suzuki também tem suas linhas de motos para afccionados. A Hayabusa GSX 1300 R , uma esportiva que chega a 300 km/h (R$ 44.700 mil) e a GSX R 1000 de R$ 43.600 mil. Esse modelo possui painel digital em cristal líquido e nada menos do que 160 cv. Atinge de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
A italiana Ducati 996 é uma espécie de Ferrari de duas rodas, que vale R$ 62 mil. O único modelo existente no Recife foi vendido há poucos dias, para um comprador do Rio de Janeiro. “As motos de alta cilindrada tem um mercado seleto, mas cativo,” diz o diretor da Motoprima, revenda Ducati, Moto Guzzi, Aprilia e Daelim, Paulo Coutinho.