LG_jc.gif (3670 bytes)

MERCADO II
Acessórios podem valorizar o veículo na hora da venda

Muitos consumidores escolhem o automóvel movidos pela emoção. É bom ter cuidado. Comprar um carro verde limão pode parecer diferente, excêntrico. Mas só para você. Na hora de vendê-lo, dificilmente haverá comprador e o jeito será baixar muito o preço do carro. O consultor na área automotiva Alexandre Rodrigues Costa alerta para o bom senso na hora de combinar gosto pessoal com o uso do automóvel, principalmente no que se refere à cor do veículo.

Segundo ele, comprar carros de cores cítricas e até mesmo o vermelho, dependendo do modelo, pode ser uma roubada. “Uma perua branca ninguém compra porque lembra uma ambulância. Se ela for preta será associada a um carro oficial ou de funerária,” diz o consultor. “A alternativa é tentar vender o carro na concessionária da mesma marca e com um preço menor do que seria para o cliente final,” afirma Costa.

Já as cores prata, terra e verde mais fechado estão no agrado dos brasileiros. Elas são mais valorizadas e podem dar um ar mais refinado ao automóvel. Com um detalhe: a pintura metálica. De acordo com o consultor, as cores sólidas queimam mais facilmente e não dão o efeito visual das perolizadas. Os pára-choques pintados na cor do carro também valorizam.

Carros com ar-condicionado de fábrica e quatro portas valem mais. Já a direção hidráulica, revela o consultor, contribui com, no máximo, R$ 100 no valor de revenda.

O spoiller e o farol de milha só são bem aceitos em modelos esportivos. Esses acessórios num popular não agregam qualquer valor ao carro. O mesmo serve para os bancos de couro. Eles representam sofisticação nos automóveis de luxo, mas no popular, destoam e evidenciam que o interior do veículo sofreu modificações. As películas também têm pouca representatividade no preço do carro.

De acordo com Alexandre Costa, as séries especiais são um limitador no momento de revenda. “Algumas acrescentam acessórios exclusivos e que são produzidos em pequena quantidade. Pode ser difícil depois encontrar as peças para reposição,” assegura Costa.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 12.08.2001
Domingo