Com um projeto que prevê a segregação do lixo hospitalar nas unidades de saúde e a coleta do material infectante por uma empresa especializada, a Prefeitura de Olinda pretende se adequar às exigências da CPRH. Segundo a diretora de Limpeza Urbana do governo municipal, Bárbara Cavalcanti, a ação ainda não foi implantada porque exigiu um estudo completo da situação.
“O que fazemos hoje não é o correto, mas o possível diante de nossas dificuldades”, explicou. Conforme esclareceu, a pretensão é adequar o processo o mais rápido possível. Bárbara informa que está sendo providenciada a contratação da empresa que ficará responsável pela incineração do material. “A Secretaria Municipal de Saúde também já iniciou a capacitação dos servidores das unidades de saúde administradas pela prefeitura para que possam separar o lixo reciclável do material patogênico”, completa. Bárbara destaca, entretanto, que o material depositado hoje no Lixão de Aguazinha é coberto e fica isolado dos catadores. Partes do corpo humano retiradas em cirurgia são enterradas em outro local.
Segundo Carlos Cazumbá, gerente da Divisão de Saneamento e Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Saúde, a produção de resíduo patogênico nos estabelecimentos públicos de saúde de Olinda é mínima. “Representa 1% do lixo na maioria das unidades”, diz. Segundo ele, a produção desse resíduo, por serviço de saúde, gira em torno de 20 litros de material por semana, o equivalente ao volume que caberia numa lixeira comum, doméstica. Só o SPA do Varadouro e a maternidade produzem uma quantidade maior.
O programa de coleta a ser implantado prevê a instalação, na maioria das unidades, de uma lixeira especial com capacidade para armazenar 50 litros de lixo que seriam coletados semanalmente pela empresa contratada. No SPA do Varadouro, autuado ontem pela CPRH, e na maternidade, deverão ser instaladas quatro lixeiras de 200 litros, com a coleta sendo realizada três vezes por semana.