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GREVE
Médico residente denuncia descaso com a categoria

Médicos residentes de hospitais públicos, em greve há uma semana, realizaram um protesto, ontem, em frente ao Memorial de Medicina de Pernambuco, onde ocorreu a reunião da Comissão Estadual de Residência Médica (Cermepe). Na manifestação, os residentes prestaram atendimento médico e orientação à população sobre prevenção de doenças. Eles também decidiram manter a paralisação total das atividades, pelo menos até amanhã, quando será realizada uma nova assembléia da categoria.

Os residentes reivindicam o cumprimento de direitos garantidos por lei, como auxílio-moradia (30% do valor da bolsa) e três refeições diárias, melhores condições de trabalho e aumento de 75% da bolsa, que atualmente é de R$ 1.082. Segundo o presidente da Associação Pernambucana de Residentes Médicos (APMR), Rodrigo Cariri, o pedido de reajuste é baseado nas perdas salariais dos servidores públicos federais, que estão há oito anos sem receber aumento.

Hoje, em Brasília, uma comissão nacional dos residentes reúne-se com representantes dos Ministérios da Educação e Planejamento para avaliar a contraproposta do Governo. De acordo com Rodrigo Cariri, a previsão é de que a greve acabe amanhã após a realização de uma assembléia. “O governo já prometeu 23% de acréscimo na bolsa de outubro. Os médicos residentes vão apresentar uma contra-proposta que tem perspectiva de chegar a 42%, em janeiro de 2002”, explica Cariri.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001
Quarta-feira