23 medicamentos foram reajustados em setembro. O metoclopramida, que passou de R$ 1,84 para R$ 2,06, apresentou o percentual máximo de aumento
Os preços de alguns medicamentos sofreram reajustes de até 11,96% durante o mês de setembro, segundo detectou a pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) e do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), divulgada ontem. O levantamento encontrou aumentos nos valores de 23 medicamentos entre os meses de agosto e setembro.
Para elaborar o estudo, o CRF-DF tomou como base as informações da Revista ABC Farma, que é a publicação oficial da indústria farmacêutica distribuída para todas as farmácias do País. Os dados das distribuidoras de medicamentos também foram utilizados pelas entidades na pesquisa, que analisou os preços de 6 mil itens.
Os 23 medicamentos com preços reajustados são fabricados por quatro laboratórios diferentes (BYK, Cimed, Fármaco e Melpoejo), apresentando percentuais de aumento variáveis entre 4,9% e 11,96%. A maior alta de preço foi constatada no antiemético Metoclopramida, um genérico produzido pelo laboratório Fármaco, enquanto o remédio que teve o menor reajuste foi o laxativo Agiolax, do Laboratório BYK.
O Agiolax, que tem apresentação de 250 gramas, passou de R$ 42,04 em agosto, para R$ 44,10 em setembro. Já o frasco de 10 ml de Metoclopramida, passou de R$ 1,84 para R$ 2,06.
Já a caixa com 200 frascos dos Cloridrato de Metoclopramida aumentou 11,37%, pois subiu de R$ 179,58 para R$ 200,00.
SEM JUSTIFICATIVA – O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), Antônio Barbosa, disse que não há justificativa para os reajustes dos medicamentos. “A situação é preocupante. Comunicaremos à Câmara de Medicamentos e ao Ministério Público sobre os aumentos e continuaremos a nossa vigília constante, que serve para inibir ações abusivas”, informou.
Antônio Barbosa disse ainda que a pesquisa realizada pelo CRF-DF já interferiu significativamente no número de medicamentos reajustados. “O número de itens com aumento em um mês já chegou a 500 e hoje está em 23. Isso já é um dado positivo”, completou.