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ECONOMISTAS Congresso debate efeitos da globalização sobre o Brasil
Fortalecer o Produto Interno Bruto (PIB) através da adequação do mercado brasileiro às necessidades mundiais. Esse foi um dos caminhos para o Brasil enfrentar a globalização, sugeridos no XIV Congresso Brasileiro de Economistas, que está ocorrendo durante esta semana em Olinda. Ontem, no segundo dia de palestras, o presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, Luiz Alberto Machado, disse que o futuro da economia brasileira depende da capacidade de negociação exterior. “A posição do Brasil no mundo globalizado vai depender das escolhas dos parceiros comerciais e da qualidade dos produtos de exportação. O Brasil concentra as exportações em produtos primários. O País precisa diversificar as vendas optando por mercadorias com maior valor agregado”. Outro ponto abordado pelo especialista foi os reflexos da crise da Argentina no comercio exterior brasileira. ”É importante descolar a imagem brasileira da crise Argentina. A Europa e os Estados Unidos não separam os mercados. Enxergam a América Latina como um todo.”, disse.
O secretário executivo da associação de Pós-graduação em Economia, Otaviano Canuto, que discutiu os efeitos da globalização na atual economia brasileira, alertou para vulnerabilidade externa do Brasil. Otaviano Canuto acredita que a política tributária do País dificulta a relação comercial. “Existe uma grande carga de tributos em cima de produtos de exportação e dos que concorrem com as mercadorias importadas”, afirmou.
Hoje, o tema debatido no Congresso será voltado para a economia interna brasileira. Políticas sociais e exclusão social no Brasil será a palestra de abertura, prevista para começar às 8h30.
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