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FORA DOS TRILHOS III
Velocidade é reduzida para evitar risco de novos desastres

Sem contar com as boas condições de tráfego na linha permanente, a CFN adotou a redução da velocidade como medida para evitar mais acidentes, conforme contam os próprios empregados que trabalham nas estações.

No trecho de 99 quilômetros que vai de Souza (na Paraíba) até Arrojado (no Ceará), a viagem que antes durava o máximo de três horas, atualmente não é concluída num prazo inferior a cinco ou seis horas. O mesmo acontece com a ligação ferroviária de 124 quilômetros entre Souza e Patos, ambas na Paraíba. No tempo da RFFSA, o percurso era feito em quatro horas apenas. Hoje, a mesma viagem dura seis horas.

Segundo os próprios funcionários da CFN, uma boa parte dos acidentes poderia ser evitada caso a empresa realizasse manutenção preventiva e não apenas corretiva. A busca de economia também explicaria a situação.

Na troca de dormentes estragados, por exemplo, a empresa busca reduzir custos substituindo um número menor do que o necessário. Sem as madeiras fixadoras, a linha fica mais vulnerável aos acidentes. A linha do trilho fica solta e pode se abrir quando o trem passar, provocando os acidentes.

É raro encontrar equipes de manutenção. Na cidade de Missão Velha, no interior do Ceará, a equipe do Jornal do Commercio, numa viagem de cinco dias, só localizou uma equipe de 12 funcionários terceirizados fazendo trabalho de manutenção na linha permanente.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001
Quarta-feira