Passado e futuro se encontram nas estréias da semana. Enquanto o Cinema da Fundação resgata o épico El Cid, os multiplex trazem como maior destaque a nova ficção científica de Spielberg, AI: Inteligência Artificial, baseada numa idéia de Stanley Kubrick.
El Cid, estrelado por Charlton Heston e Sophia Loren, será reexibido pelo Cinema da Fundação. O clássico de 1961 promete lembrar que houve um tempo em que filmes de ação podiam apresentar diversão e substância ao mesmo tempo. Heston é um herói da unificação espanhola do Século 11, que entre batalhas contra os mouros, luta pelo amor de Ximena (Loren). A superprodução será exibida, em sessão única, na matinê do domingo.
Também na Fundação, estréia na programação normal O Tédio. A produção francesa retrata a relação, puramente sexual, entre um professor de Filosofia, de meia idade, e uma adolescente de 17 anos. O problema é que ele não se conforma com a quase total indiferença que a menina sente em relação à vida.
Nos multiplex, Pierce Brosnam faz uma caricatura de si próprio ao voltar a interpretar um espião inglês em O Alfaiate do Panamá. Também no elenco, Geofrey Rush interpreta o personagem do título (mais uma figura exótica para a carreira do ator), que, com a chegada do agente, se mete num esquema de espionagem envolvendo o famoso canal ao qual está associado o seu país.
O aguardado AI: Inteligência Artificial chega em cinco salas do circuito comercial. A produção é uma ficção científica sentimentalista com visual delirante que conta a história de uma criança-andróide programada para amar seus pais adotivos, mas que não sabe como ser amada. Como normalmente acontece com os filmes de Steven Spielberg, nem os mais exigentes cinéfilos vão resistir a assisti-lo. Trata-se de um típico filme que normalmente vem cercado pelos rótulos “para todas as idades” e “o mais esperado do ano”.
Com o sensual Malèna, de Giuseppe Tornatore (Cinema Paradiso), o Cineteatro Apolo continua investindo em reapresentações de filmes que mereciam um maior espaço no circuito. Apesar de circular em salas alternativas, o filme tem uma linguagem acessível e pode agradar e sensibilizar qualquer público.