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SERVIÇO II Check-up
Ainda desconhecida pelos médicos e cientistas, a esclerose múltipla provoca uma série de lesões no cérebro que resultam em sérias complicações neurológicas. Saiba mais sobre a doença com o médico neurologista Amauri Batista, da Clínica Unineuro.
O que é esclerose múltipla?
É uma doença neurológica degenerativa progressiva e incurável, de causa ainda desconhecida.
Quais são os sintomas?
São surtos súbitos e momentâneos de paralisias dos membros ou de parte do corpo, perda de equilíbrio e coordenação motora, neurite óptica (perda total ou parcial de visão) e até demência.
Existe um perfil de pessoas mais susceptível à doença?
Também não se sabe o motivo, mas a esclerose múltipla atinge mais mulheres jovens (na faixa dos 15 aos 40 anos) e é mais freqüente nos países de clima frio e temperado.
Há diagnóstico precoce?
Não há como prever quando a doença vai se manifestar pela primeira vez. O que se pode fazer é dar tratamento imediato ao caso. Após o primeiro sintoma, é prudente fazer uma avaliação neurológica cuidadosa. Hoje, o que há de mais moderno em termos de exames é a ressonância magnética nuclear do cérebro e da medula espinhal.
Como tratar a doença?
Com corticóides (que têm o poder de desinflamar as áreas do cérebro afetadas) por via oral ou venosa. Na fase aguda, é prudente internar o paciente por cerca de cinco dias e fazer o tratamento no hospital. Já na fase crônica (nos intervalos entre os surtos), o paciente pode ser tratado com a droga Beta Interferon, uma substância que modula a imunidade do paciente. É uma medicação profilática de aplicação subcutânea ou intramuscular que deve ser tomada dia sim, dia não por longos períodos.
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