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TERROR NOS EUA XV
EUA investigam participação de Bin Laden

WASHINGTON – Os Estados Unidos começaram a investigar a participação do terrorista saudita Osama Bin Laden, 44 anos, no pior atentado da história do país.

De acordo com o senador republicano Orrin Hatch, de Utah, os serviços de inteligência norte-americanos interceptaram comunicações entre seguidores de Bin Laden discutindo os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono.

“Eles interceptaram algumas informações onde pessoas associadas com Bin Laden reconhecem que alguns alvos foram atingidos”, disse Hatch. Ele se recusou a dar detalhes.

Um embaixador taleban condenou os ataques contra os Estados Unidos. “Trata-se de um ato terrorista e o condenamos com firmeza”, disse o representante das milícias integristas em Cabul, Abdul Salam Zaif.

O embaixador expressou seu desejo de que os responsáveis pela série de atentados sejam levados à Justiça. Os talebans deram refúgio ao milionário de origem saudita Osama Bin Laden. No entanto, os talebans excluíram a responsabilidade de Bin Laden nos atentados.

Bin Laden, inimigo número um dos Estados Unidos – cuja cabeça tem preço para Washington, pelos atentados cometidos em duas de suas embaixadas, na África, em 1998 – prometeu reiteradas vezes atacar duramente os Estados Unidos.

Esse multimilionário com uma empresa de obras públicas, é um dos 20 filhos do magnata da construtora saudita Muhammad Bin Laden. Convertido e despojado de sua nacionalidade saudita, ele é procurado pela justiça americana pelos atentados cometidos, em agosto de 1998, nas embaixadas americanas de Nairobi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia), que causaram 224 mortes e deixaram milhares de feridos.

Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de US$ 5 milhões por qualquer informação que permita sua detenção. O regime Talebã que, atualmente, está no poder no Afeganistão, onde vive Bin Laden, desmentiu, ontem, qualquer vínculo do multimilionário com os atentados que atingiram os centros nevrálgicos dos Estados Unidos, em Nova Iorque e Washington.

Bin Laden se esconde nas montanhas do Afeganistão, sob proteção dos talebãs, desde 1996. “Seus irmãos na Palestina os esperam com impaciência para matar Estados Unidos e Israel”, disse, no final de junho, Bin Laden aos combatentes de seu movimento Al Qaeda (a base em árabe), Afeganistão.

Estima-se que sua organização, fundada em 1989, possui entre três mil e cinco mil voluntários árabes e é financiada diretamente pelos milhões de Bin Landen.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.09.2001
Quarta-feira